sábado, 29 de setembro de 2018

Em entrevissta a TV Bandeirantes; Bolsonaro diz que vice "geralmente não apita nada, mas atrapalha muito". Assista

O candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, negou, nesta sexta-feira, que o candidato a vice em sua chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), tenha ameaçado desistir da disputa após atritos relacionados a declarações polêmicas suas, que levaram o deputado a exigir que Mourão não dê novas declarações ou participe de eventos de campanha.
"Falei pra ele ficar quieto porque afinal de contas está atrapalhando. O vice geralmente não apita nada, mas atrapalha muito", disse Bolsonaro, que concedeu uma entrevista à TV Bandeirantes de seu quarto no hospital Albert Einstein, onde se recupera desde o último dia 7, quando foi transferido de Juiz de Fora (MG), após ataque à faca.
Bolsonaro, no entanto, defendeu as declarações de Mourão a respeito do 13º salário e do adicional de férias. Para o candidato, o general foi mal compreendido e lhe falta de "malícia" no trato com a imprensa. "Achava que tinha que ser mais enxuto, não que tinha que acabar. É cláusula pétrea, nem por proposta de emenda à constituição (PEC) dá para tirar", explicou.
O candidato também defendeu o economista de sua campanha, Paulo Guedes, outro que desmarcou agendas e sumiu dos compromissos públicos desde que sugeriu, entre outras coisas, a volta de um imposto nos moldes da antiga CPMF. Para ele, Guedes é outro que teve suas declarações distorcidas pela mídia. "Quem criou a CPMF foi o Fernando Henrique, eu votei pela extinção do tributo, não aceito discutir isso e ponto final."
Ele também comentou a matéria de capa da Veja esta semana, que traz a denúncia feita por sua ex-mulher em 2008 à Justiça do Rio. Nela, Ana Cristina Siqueira Valle o acusa de furtar um cofre de banco, ocultar patrimônio, receber pagamentos não declarados e agir com desmedida agressividade. "A minha própria ex-mulher desmente muita coisa. Separação é uma coisa litigiosa, cotoveladas acontecem de todas as partes", minimizou.
CampanhaNa entrevista, o presidenciável disse que, por recomendação médica, deve permanecer em casa até o próximo dia 10, três dias após a realização do primeiro turno. Após esse período, - "em havendo 2º turno" - deve voltar à campanha e aos debates, mas sem a mesma exposição de antes, por precaução por causa da recuperação da cirurgia.
O candidato do PSL se disse "com mais gás que antes" e que vai se manter ativo nas redes sociais nesse período de repouso. Numa escala de zero a dez para a saúde, o candidato se deu 8.
*** Informações com conteúdo do Estadão via Jornal do Brasil
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