quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Enem: quadrilha presa pela PF tinha três núcleos no Ceará; Inep nega fraude em prova deste ano

A Polícia Federal (PF) vai analisar o material apreendido em poder dos suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha que atuava no esquema de fraudes em concursos públicos e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ontem, a PF e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a "Operação Adinamia", nos estados do Ceará, Paraíba e Piauí. Até o fim da noite, quatro pessoas haviam sido presas preventivamente, duas em Fortaleza e duas em Lavras da Mangabeira. Além disso, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva.
A fraude acontecia com a violação antecipada de lacres para o acesso às provas do Enem e concursos, através dos próprios fiscais. No dia da avaliação, falsos candidatos realizavam a prova e transmitiam as respostas do gabarito através de ponto eletrônico. A quadrilha cobrava até R$ 90 mil. O serviço era oferecido em escolas e cursinhos pré-vestibulares. Muitos pais de estudantes negociavam o acordo. A Polícia Federal ainda está fazendo um levantamento do montante movimentado no esquema.
A investigação foi iniciada no Enem de 2016, quando dois candidatos foram presos em flagrante por denúncia de fraude. A Delegacia de Polícia Federal de Juazeiro do Norte ficou responsável pela investigação, já que a quadrilha tinha forte núcleo na região, atuando em Juazeiro do Norte, Barbalha, Abaiara, Mauriti e Lavras da Mangabeira, além da capital, Fortaleza.
Na Paraíba, pessoas das cidades de São José de Piranhas e Cajazeiras estão sendo investigadas, enquanto no Piauí, os agentes atuaram em Teresina. De acordo com o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado (DRCOR) Wellington Santiago, o grupo era bem articulado e havia três núcleos centrais de atuação: Fortaleza, Lavras da Mangabeira e Barbalha. "Não há notícia de fraude, até o momento, no Enem de 2017. Mas terá pesquisa e investigação", garante. Todos os suspeitos fazem parte da mesma organização, que conta com pessoas ligadas ao Ensino Superior.
LíderesA Operação, em sua primeira etapa, focou nos candidatos que utilizaram a fraude e nos líderes da quadrilha, mas a Polícia Federal não descarta outras fases. "Hoje, recolhemos uma série de documentos e equipamentos computacionais que passará por perícia. A partir dessa avaliação e análise de dados dessas mídias é que poderemos definir os participantes, valores e individualizar a conduta de cada um, a responsabilidade deles", explica o delegado da PF.
"Uma investigação como esta extrapola a parte criminal. Afeta aquele candidato que passou a vida toda se esforçando, de maneira responsável, almejar uma vaga em um vestibular ou concurso. É saber que pessoas tentaram burlar através de artifícios ou processo espúrio", completa Wellington Santana, indicando que a quadrilha negociava, prioritariamente, com candidatos ao curso de Medicina.
Cerca de 90 policiais federais participam da ação, que contou com o apoio da Polícia Militar no cumprimento dos mandados. O grupo responderá por fraudes a processo seletivo e concursos públicos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
*** Informações com Diário do Nordeste
Acompanhe as notícias diariamente do Portal de Notícias Aconteceu Ipu pela rede social: #AconteceuIpu (Facebook da nossa redação). Entre em contato pelo whatsapp: (88) 9.9916-7711. Contrate também nosso Departamento de Marketing para cobertura de eventos pelo telefone: (88) 9.9600-1918.

0 comentários:

SITES OFICIAIS E REFERÊNCIA

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

SITES E PORTAIS DE NOTÍCIAS

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

RÁDIOS PARCEIRAS DO AI

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

Meus seguidores