quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Quadrilha fraudou R$ 6,5 milhões em créditos rurais no Banco do Brasil, 15 pessoas foram presas nesta terça (24).

Uma organização criminosa suspeita de fraudar aproximadamente R$ 6,5 milhões em créditos rurais, em 24 municípios do Ceará, foi desarticulada pela Polícia Federal (PF). Durante a 'Operação Gremlins II' , deflagrada ontem, 15 pessoas foram presas. Dentre elas estão dois ex-gerentes gerais das agências do Banco do Brasil de Cascavel e do bairro Parquelândia, na Capital.
O esquema criminoso teve início em 2012, dentro da gerência da agência do Banco do Brasil da Parquelândia, na Capital, e se espalhou pela Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e Interior do Estado. A investigação começou apenas em 2016, após uma notícia-crime do Banco do Brasil, suspeitando do desvio de R$ 20 milhões.
"Esse valor de R$ 20 milhões é aproximado. O nosso inquérito de hoje, relacionado a essa investigação, trata de R$ 6,5 milhões, já apurado", explicou o titular da Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), delegado Janderlyer Gomes de Lima.
A fraude consistia na liberação dos financiamentos rurais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), principalmente, para a compra de gado, mas também para a pesca e para a apicultura. Entretanto, o dinheiro não era utilizado para isso, segundo a PF.
"O Pronamp e o Pronaf fazem parte de uma política pública de fortalecimento. São políticas importantes e que acabam sendo desvirtuadas em função dessa prática ilícita, da associação entre funcionários de instituições bancárias e empresários que simulam as vendas do objeto do projeto", afirmou o delegado.
Conforme o investigador, a quadrilha era formada por cinco núcleos que agiam de forma integrada: o dos bancários, que liberavam os créditos rurais; o dos projetistas, que assinavam os projetos agrícolas com dados falsos que seriam apresentados à instituição financeira; o dos empresários, que forneciam notas frias; o dos arregimentadores de pessoas para pedirem os financiamentos; e o dos mutuários, que eram beneficiados com até R$ 70 mil, se conseguissem verbas dos dois programas.
Os financiamento com valores a partir de R$ 30 mil, eram destinados, supostamente, à compra de animais. Valores menores que esse eram liberados para a manutenção das criações. Para não pagar os financiamentos, os suspeitos aguardavam mudanças na legislação, para reduzir ou eliminar as dívidas.
BancáriosDe acordo com Janderlyer de Lima, oito funcionários do Banco do Brasil estão envolvidos com as fraudes. Três foram presos e os outros cinco foram conduzidos coercitivamente para prestarem esclarecimentos na Superintendência Regional da PF.
Um dos presos foi localizado no Estado do Mato Grosso. Ele foi demitido da Instituição por conta de investigações de fraudes, assim como o ex-gerente da agência de Cascavel. Dentre os detidos, apenas o ex-gerente geral da agência da Parquelândia deixou suas funções porque se aposentou.
As outras 11 pessoas capturadas são empresários agropecuários; captadores de novos integrantes para o esquema, inclusive um ex-vereador de Aquiraz; e projetistas (engenheiros e técnicos). Os nomes dos investigados não foram divulgados.
A PF também conseguiu bloquear bens e contas bancárias, sequestrar imóveis e apreender documentos. Entre os bens apreendidos estão pelo menos três veículos, uma BMW 320i, uma Toyota Hilux e um Chevrolet Onix.
Janderlyer Lima explicou que todo o esquema foi montado na agência da Capital e um braço se expandiu para Cascavel. No entanto, pessoas de vários municípios foram englobadas no esquema. "Com a evolução da fraude, eles deixaram de compactar com pequenos produtores rurais. Então eram cooptados pessoas na faixa de extrema pobreza, que emprestavam o nome mediante pagamento de R$ 3 mil a R$ 5 mil. No nome de cada pessoa, poderia ser financiado até R$ 30 mil", detalhou o delegado federal. O titular da Delecor afirmou que os cooptados também podem ser responsabilizados criminalmente.
'Gremlins' O nome da operação, 'Gremlins II' faz alusão a um ser fantástico do cinema que é inofensivo, mas, quando se multiplica em grande velocidade, se torna perigoso. A primeira fase da ofensiva foi deflagrada pela PF em novembro de 2015, para combater a mesma fraude em créditos rurais. Naquela ocasião, o alvo do outro esquema desarticulado era apenas o Pronaf e o crime se deu dentro do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
O superintendente da PF no Estado, Delano Cerqueira Bunn, ressaltou a função social da ' Gremlins II'. "A operação se propôs a restabelecer a eficiência da política pública de fomento à agricultura familiar do pequeno e do médio agricultor. Os empréstimos fraudulentos verificados na investigação reforçavam uma cultura de leniência com transgressões, com a participação de agentes públicos. A Polícia Federal vem tratando com prioridade as investigações de desvios de recursos públicos por conceber o quanto é danosa a corrupção para o desenvolvimento do nosso País", declarou Bunn.
*** Informações com Diário do Nordeste
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