quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Movimento nas redes sociais denuncia falta de investigação de crimes, delegacias fechadas e crescimento da violência no Ceará

Cerca de três mil pessoas foram assassinadas nos primeiros sete meses de 2017 no Ceará. A violência que domina o estado, com números recordes de execuções sumárias todos os meses, tem como um dos principais fatores a impunidade dos criminosos, já que a maioria dos homicídios não é investigada. A falta de efetivo na Polícia Judiciária tem reflexo no Interior, onde 84 Municípios não dispõem de delegados para instaurar inquéritos e identificar a autoria dos delitos.
Um movimento que começa a surgir nas redes sociais revela a falta de investigações no estado. Cerca de seis mil inquéritos policiais estão empilhados sem apontar os responsáveis pelos assassinatos. Eles estão encalhados nas salas da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e dizem respeito a morte de milhares de pessoas nos últimos anos na Capital e sua Região Metropolitana (RMF).
Ao mesmo tempo em que faltam delegados para assumir o comando das investigações (inquérito) em delegacias distritais, metropolitanas, regionais, municipais e especializadas em todo o estado, cerca de 250 candidatos aprovados para o cargo no último concurso, realizado em 2014, formam um cadastro de reserva e ainda aguardam a convocação pelo governo, sem prazo para que isto aconteça. O governador Camilo Santana tem preferido aumentar o efetivo da PM, e deve terminar seu governo, em dezembro de 2018, com um acréscimo de 4.200 novos soldados nas ruas. Já nas delegacias, da Polícia Civil os inquéritos se avolumam sem diligências, por falta de efetivo.
O movimento denominado “Acorda Ceará” já está se espalhando nas redes sociais e na mídia, revelando o estado de total esvaziamento da Polícia Judiciária do Estado, o avanço da criminalidade e a impunidade dos criminosos pela ausência de investigações.
Governo recuou - Sem efetivo para colocar nas delegacias, o governo teve que recuar e rever seus planos no programa “Ceará Pacífico”. No ano passado, o governador Camilo Santana (PT) havia anunciado a criação de 25 Unidades de Segurança Integrada (Uniseg) na Capital, com delegacias funcionando 24 horas. Porém, sem efetivos, foi forçado a reduzir essa meta para 20 e destas, somente três foram inauguradas, faltando, portanto 17 para serem implantadas nos 15 meses restantes de sua gestão.
Atualmente, apenas três Uniseg estão funcionando na Capital e nenhuma na Região Metropolitana e no Interior. Em Fortaleza as unidades estão localizadas nos bairros Vicente Pinzón, Meireles e Conjunto Ceará, cada uma delas atendendo a apenas três bairros.
A Uniseg Um, inaugurada em 6 de maio de 2016, está instalada no 9º DP e abrange os bairros Vicente Pinzón, Cais do Porto e Mucuripe.
A Uniseg 2 foi inaugurada em 9 de julho do ano passado, tendo como base o 2º DP e sua área de abrangência inclui os bairros Aldeota, Meireles e Praia de Iracema.
A Uniseg 3, que tem como circunscrição os bairros Conjunto Ceará (1ª e 2ª etapas), Genibaú e Granja Portugal, entrou em funcionamento após sua inauguração no dia 22 de julho último.
*** Informações com Blog Fernando Ribeiro
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