Gilberto Gil é eleito para Academia Brasileira de Letras

O cantor e compositor Gilberto Gil foi o eleito para ocupar a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras.

A expressão é serena, como costuma ser há quase 80 anos. A vida que as décadas apresentaram ao olhar de Gilberto Gil foi vista sempre com poesia, quase nunca com ansiedade. Mas o rosto revelou alegria ao se tornar o mais novo imortal da ABL.

A comemoração foi entre amigos e a família.

A Academia Brasileira de Letras ganha um novo sabor.

“Um sabor de poesia popular, de poesia ligada ao campo do entretenimento, do grande entretenimento popular. É uma novidade também nesse sentido. Não são só os poetas, enfim, classicamente considerados aqueles que escrevem poemas, publicam livros etc. Muito do acolhimento dado pelos acadêmicos se deve ao fato de que há uma reconhecida qualidade no meu trabalho poético, na minha escritura como compositor”, afirmou.

Gil concorria com os escritores Salgado Maranhão e Ricardo Daunt à cadeira de número 20, que pertencia ao jornalista Murilo Melo Filho.

Depois da apuração, os votos foram queimados, como manda o ritual. Era hora de celebrar o novo companheiro.

“Estamos todos muito felizes. Gilberto Gil é esse traço de união entre a cultura erudita e a cultura popular, como poucos souberam fazer. Quem é capaz de falar para todo o país e para o mundo com a experiência da reflexão que ele realiza do próprio país”, destacou Marco Lucchesi, presidente da ABL.

Gilberto Gil escreveu e publicou livros sozinho e em parceria com outros autores. Preencher esse critério sobre as portas da ABL. Mas o nosso novo imortal entra trazendo muito mais do que a credencial de escritor. Ele traz riqueza cultural, traduzida em poesia e inspiração. E por lá também entram com ele todos os aplausos e os agradecimentos de um país orgulhoso.

Compositor, cantor, pai, marido, ídolo.

Em quase 60 anos de carreira, um dos criadores do Tropicalismo já deu várias voltas ao mundo, levado pela sua obra.

São mais de 70 discos gravados, parcerias inesquecíveis e canções que viraram hinos.

O cidadão Gil foi ministro da Cultura, de 2003 a 2008, e fez da política uma arma poderosa na promoção da arte brasileira. 

“Sou um agente cultural por força do trabalho que faço, por força da representação que tenho. Essa palavra ‘cultura’, nesse sentido do cultivo da qualidade humana, da humanidade em cada um de nós, isso é um interesse que eu sempre tive”, declarou Gil.

Um dos nomes mais importantes e premiados da música brasileira, Gilberto Gil é incansável na valorização da cultura afro.

Gil acaba de chegar de mais uma turnê na Europa, a primeira desde o começo da pandemia. Ele ainda nem teve tempo de repousar e já se prepara para chegar ao mais novo dos seus palcos: a cadeira de imortal, onde a sua obra sempre esteve.

“Eu tenho uma canção minha que eu poderei cantar, uma canção antiga que diz assim: ‘Eu sou uma figura de retórica, eu sou a frase de um discurso de paraninfa da turma de bacharelandos da Universidade da Bahia’. Se eu cantasse essa música lá na academia, num ‘chá das cinco’, o pessoal vai ficar satisfeito”, ressaltou.

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