quinta-feira, 13 de maio de 2021

Custo de despesas básicas sobe 30% acima da inflação e corrói orçamento doméstico.

No ano passado, a inflação média dos itens essenciais ficou 30% acima do IPCA, de 4,5%. Mas, em alguns casos, a diferença foi bem maior. A energia elétrica, por exemplo, subiu 9,12% e a alimentação em casa, 18,16%. Esse movimento continuou no início deste ano, com a explosão de 21,65% dos preços dos combustíveis (veículos e gás) até março. Os aumentos já foram suficientes para deixar a inflação das despesas essenciais 22% acima do IPCA neste ano - os números não consideram o índice de abril, anunciado nesta terça-feira, 11, de 0,31%.
Isso significa que boa parte da renda disponível está sendo comprometida com apenas algumas despesas, diz a economista da Tendências Consultoria Integrada, Isabela Tavares, responsável pelo levantamento. “Na prática, tem sobrado menos dinheiro para gastar com bens e serviços.” De janeiro de 2020 para cá, a renda disponível (depois do pagamento de despesas essenciais) para gastar com esses itens caiu de 42,11% para 41,33% - o menor patamar, pelo menos, desde 2009. Só no ano passado, essa queda representou R$ 45 bilhões a menos de consumo para o brasileiro.
O movimento, no entanto, não é recente. Em 2012, a renda disponível do brasileiro era de 45,47%. Nesse período, a escalada dos preços de despesas essenciais acima da inflação vem corroendo gradualmente a renda do brasileiro. “A pressão inflacionária aliada à deterioração do mercado de trabalho tem restringido cada vez mais o consumo de outros bens e serviços”, diz Isabela.
O problema é que essa escalada não deve parar por ai, afirmam especialistas. Na energia elétrica, por exemplo, é esperado para este ano novos e salgados aumentos na conta de luz do brasileiro. Rodrigo Moraes, especialista em Planejamento Energético da Go Energy, explica que, apesar de haver sobreoferta de energia, a expectativa é que preço continuará elevado durante todo este ano.
Veja depoimentos de quem teve de fazer ajustes nos gastos para manter o orçamento doméstico equilibrado.
Para a fisioterapeuta Andrea Chiara Ferreira Silva, de 50 anos, o aumento no preço da gasolina achatou consideravelmente sua renda mensal. Ela faz atendimento domiciliar e usa o carro diariamente. “Apesar disso, não consegui repassar o aumento para os clientes, já que muitos deles também estão passando por um aperto no orçamento”, diz ela.
Além do combustível, a fisioterapeuta também teve aumento no preço do plano de saúde, de R$ 800 para R$ 1,7 mil por causa da mudança de faixa etária. “Junta-se a isso o aumento do preço dos alimentos e dos itens para atendimento, como propé, álcool e máscara para manter a segurança no trabalho.”
Andrea afirma que a situação só não ficou pior porque conseguiu alguns clientes a mais devido à pandemia. “Muitas pessoas estão precisando fazer fisioterapia para recuperação pós-covid.” Mesmo assim, ela chega ao fim do mês com menos dinheiro do que há alguns meses. “Cortei supérfluos, como chocolates e vinhos, e troquei algumas marcas por outras mais baratas.”
As idas da propagandista farmacêutica Andréa Fernanda dos Santos ao supermercado têm sido só para comprar o básico: sem carnes, leite nem guloseimas. “Em alguns períodos, comemos ovo a semana inteira”, diz ela, que há um mês perdeu o emprego.
Mas, antes disso, a situação já não estava boa. Andréa ganhava um salário fixo e um rendimento a mais por bater as metas. Com a pandemia, as vendas caíram e ficou mais complicado alcançar os índices estabelecidos. Só isso reduziu em R$ 3 mil a remuneração da representante comercial.
“Ao mesmo tempo, via o preço da comida, da água, do combustível e do gás só aumentar.” Além de mudar o cardápio, ela fez uma ação dentro de casa para tentar reduzir o desperdício de água e luz. Mas, no caso da água, houve um aumento de 20% no consumo e a conta praticamente dobrou, diz ela. “Também não consigo encher o tanque do carro. Coloco R$ 50 e ando bem menos de carro.” Para tentar reduzir os gastos, Valéria Cristina Ignácio decidiu trazer a mãe para morar durante a semana em sua casa. Assim, teriam uma despesa única. Mas a manobra não surtiu efeito, o consumo subiu e os gastos cresceram além do previsto. “Tudo aumentou: a luz, o gás e alimentação.”
Se antes conseguia pagar tudo no limite, hoje falta dinheiro para fechar a conta no mês. Assessora de imprensa, ela tinha dois clientes. Mas, com a pandemia, eles encerraram os contratos e a renda de Valéria despencou.
Hoje ela sobrevive da pensão do marido, que faleceu. “Cortamos todas as guloseimas da casa e só compramos o básico: arroz, feijão, pão e um tipo de fruta por vez."
*** Informações com 👉 AGÊNCIA ESTADO via ESTADÃO E JORNAL DO BRASIL
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