quarta-feira, 14 de abril de 2021

Novos pedintes chegam às ruas de Fortaleza durante a pandemia da Covid-19; isso é o reflexo da fome e das condições de extrema pobreza.

As consequências da pandemia da Covid-19 agravaram ainda mais o empobrecimento da população brasileira. No Centro de Fortaleza, a Praça José de Alencar é um dormitório a céu aberto, a cada dia com mais gente. Também chama atenção a quantidade de famílias pedindo ajuda e emprego nos sinais e esquinas da capital cearense. O POVO conversou com três chefes de famílias que, pela primeira vez, foram às ruas nos últimos meses para garantir a sobrevivência.
O mais recente frequentador entre eles é o Alex Morais, 32 anos. Casado e pai de uma criança de três anos, o homem tomou a decisão neste mês de março. Em 31 dias, já foram quatro idas a um dos semáforos do bairro Meireles. Na primeira viagem ganhou três cestas básicas e conseguiu juntar dinheiro para pagar parte do aluguel do kitnet onde vive próximo dali.
(..) “Acabamos de conseguir um pouco para almoçar. Minha esposa e meu filho foram comprar o almoço. Eu nunca tinha vindo para um sinal na minha vida. Infelizmente, as coisas estão muito caras. Se eu for ao supermercado com R$ 50 não consigo trazer mais nada. Um frango já leva quase todo o dinheiro. E o restante da comida e do mês?”, lamenta.
(..) “O que mais me dói é acordar de manhã e não ter um real para comer. A criança às vezes pede um biscoito, mas não tem. Para um pai de família, é muito difícil”. Frente às incertezas, ele diz que prefere comer logo cedo a alimentação do almoço para aguentar por mais tempo sem se alimentar.
No bairro Cocó, Juliana Bernardo, 33, e os três filhos, de seis, oito e 12 anos, se aventuram em um dos sinais. A mãe do trio perdeu o emprego como copeira em um restaurante ainda no segundo semestre de 2019. No entanto, com o início do período pandêmico, os trabalhos temporários ficaram escassos e ela decidiu pedir ajuda no bairro nobre.
A família viaja mais de uma hora até chegar no ponto escolhido. Saem do conjunto habitacional Alameda das Palmeiras, no bairro Ancuri, até o destino próximo do Parque Estadual do Cocó. “Procurei por outros locais, mas decidi ficar aqui. Infelizmente, a gente pede. Uns olham, falam que sou nova. Outros dão, mas julgam. Já era difícil antes da pandemia, mas depois que começou ficou pior”, relata.
Segundo ela, a maioria das doações são de alimentos. Às vezes, consegue dinheiro e, geralmente, leva até R$ 30 para casa. “Tem dia que a gente não leva nada. Eu, geralmente, volto só com a passagem”, diz sentada embaixo de uma árvore com a filha menor enquanto o mais velho exibe uma placa com pedido de ajuda para condutores estacionados no semáforo.
(..) “Todo santo dia eu peço a deus para me dar um novo emprego”, confessa. Juliana conta ainda que vive no local mais barato que encontrou. O aluguel é cobrado por R$ 250. Para tentar arrecadar o montante passa até seis horas pedindo dinheiro e ajuda na rua." (Clique Aqui e tenha acesso a notícia completa).
*** Informações com 👉 JORNAL O POVO
ATENÇÃO: 👉 SE INSCREVA NO NOSSO CANAL DE VÍDEOS - 👌  Clique Aqui
Espaço reservado para a sua propaganda, seja nosso parceiro e veja sua "marca", sua propaganda ganhar foco na grande mídia da internet; afinal!!! "Quem não é visto, não é lembrado". Ligue agora: 👉 (88) 9.9688-9008. O preço cabe no seu bolso.

0 comentários:


SITES OFICIAIS E REFERÊNCIA

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

RÁDIOS PARCEIRAS DO AI

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

SITES E PORTAIS DE NOTÍCIAS

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

POSTAGENS MAIS LIDAS