sexta-feira, 16 de abril de 2021

Mulheres vacinadas produzem leite materno com anticorpos para covid, apontam estudos.

Estudos divulgados nos últimos dias têm apontado que, após imunizadas com vacinas contra a covid-19, mulheres que amamentam produzem leite com anticorpos contra o novo coronavírus. Nos Estados Unidos, já há movimentos de retomar o aleitamento em busca da proteção dos bebês. Embora seja uma notícia positiva, pediatras alertam que as pesquisas ainda não comprovaram se as crianças realmente ganham imunidade e, se sim, quanto tempo isso duraria.
No fim de março, foi divulgado estudo com 131 mulheres em idade reprodutiva, entre elas gestantes e lactantes, que receberam as duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech ou da Moderna. O monitoramento apontou a presença de anticorpos no sangue do cordão umbilical e no leite materno das participantes.
Os pesquisadores, do Massachusetts General Hospital (MGH), Brigham and Women's Hospital e do Ragon Institute of MGH, MIT e Harvard, compararam ainda anticorpos produzidos por mulheres infectadas e os induzidos pela vacinação, encontrando um número significativamente mais alto entre as imunizadas.
Publicado em 30 de março, um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis também encontrou anticorpos contra o vírus e detectou que eles apareceriam duas semanas após a primeira dose da vacina, permanecendo por, ao menos, 80 dias - tempo que a pesquisa durou -. Os pesquisadores sugerem que eles poderiam passar por meio da amamentação para os bebês e conferir algum tipo de proteção. Revisado por pares, o estudo analisou uma pequena população, de apenas cinco mães, que foram imunizadas com a vacina da Pfizer/BioNTech, e com filhos entre um mês e 2 anos.
Mais recente, uma pesquisa israelense divulgada pelo periódico científico Jama na última segunda-feira, 12, apontou a presença dos anticorpos específicos para o Sars-CoV-2 em um grupo de 84 mulheres que forneceram 504 amostras de leite materno ao longo do estudo, que durou de 20 de dezembro de 2020 a 15 de janeiro deste ano. As amostras foram colhidas antes da administração da vacina da Pfizer/BioNTech e, duas semanas após a imunização, passaram a ser colhidas semanalmente pelo prazo de seis semanas.
Presidente do Departamento de Imunizações da SBP, Renato Kfouri diz que o resultado da pesquisa já era esperado. "Quando se promove a vacinação de uma gestante, a tendência é de que, por meio da placenta, ela passe anticorpos para o bebê. A vacina da coqueluche passa, a do tétano também. A da gripe passa, mas é menos. E também tem um nível de excreção pelo leite materno."
Mesmo sendo confirmado que os anticorpos protegem o bebê, segundo ele, estudos ainda terão de verificar, por exemplo, qual o melhor momento para imunizar as gestantes para garantir a passagem de anticorpos para os bebês. Além disso, como o evento ocorre de acordo com o imunizante tomado pela gestante ou lactante.
No mês passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou documento científico com a indicação da vacinação para lactantes, diante da inexistência de estudos específicos sobre a imunização desse grupo. "A orientação segue o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS), que se posiciona claramente ao afirmar que, se a lactante é pertencente a um grupo no qual a vacinação é recomendada, ela deve ser oferecida. Além disso, a SBP não aconselha a interrupção da amamentação após a vacinação", informa.
O documento diz ainda que as duas vacinas disponíveis até o momento no Brasil, a Coronavac e a de Oxford, "são consideradas conceitualmente vacinas inativadas". E completa: "o principal documento nacional, que define as ações vacinais do Sistema Único de Saúde (SUS), orienta a vacinação de gestantes e lactantes com precaução, caso a mulher e o seu médico prescritor decidam, de forma compartilhada, pela aplicação".
*** Informações com 👉 O ESTADÃO
ATENÇÃO: 👉 SE INSCREVA NO NOSSO CANAL DE VÍDEOS - 👌  Clique Aqui
Espaço reservado para a sua propaganda, seja nosso parceiro e veja sua "marca", sua propaganda ganhar foco na grande mídia da internet; afinal!!! "Quem não é visto, não é lembrado". Ligue agora: 👉 (88) 9.9688-9008. O preço cabe no seu bolso.

0 comentários:

SITES OFICIAIS E REFERÊNCIA

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

RÁDIOS PARCEIRAS DO AI

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

SITES E PORTAIS DE NOTÍCIAS

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

POSTAGENS MAIS LIDAS