sexta-feira, 16 de abril de 2021

"Feriazinhas" de 18 dias de Bolsonaro custaram R$ 2,4 milhões de reais aos cofres públicos, diz governo.

O período de férias do presidente Jair Bolsonaro, de 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro deste ano, custou aos cofres públicos R$ 2,4 milhões. Destes, quase R$ 1,2 milhões foram gastos com o cartão corporativo do governo federal, R$ 1,05 milhão bancaram combustível e manutenção de aeronaves, e R$ 202 mil diárias da equipe de segurança presidencial. O presidente foi até Guarujá (SP) e São Francisco do Sul (SC).
Os números foram apresentados pela Presidência da República à Câmara dos Deputados, atendendo a dois pedidos de informações do deputado Elias Vaz (PSB-GO).
Na resposta ao primeiro pedido, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) dá poucas informações sobre a viagem. O valor das diárias da equipe de segurança presidencial foi fixada em R$ 202 mil – já gastos com a aeronave foram estimados em 185 mil dólares, ou R$ 1,050 milhão. O GSI, neste primeiro pedido, disse ser incapaz de estimar gastos com cartão corporativo.
(Clique Aqui para ter acesso ao documento).
Em outro pedido, desta vez feito à Secretaria-Geral da Presidência da República, o valor de R$ 1,196 milhão é atribuído a gastos com o cartão corporativo do governo federal. A SGP alega que tais gastos encontram-se com sigilo "reservado", o que impede sua publicidade pelos próximos cinco anos. (Clique Aqui e veja o documento).
Apesar de não especificar os gastos, a SGP afirma que o montante foi utilizado para pagar a hospedagem das equipes de apoio e segurança do presidente, assim como fornecer alimentação, garantir a manutenção das residências onde Bolsonaro ficou, combustível para carros, aeronaves e despesas aeroportuárias. O documento também fala na aquisição de "despesas de pequeno vulto para os órgãos da Presidência" sem, no entanto, detalhá-los.
Foram ao todo 18 dias salpicados de algumas cenas descoladas da realidade: o presidente nadou em direção a praias lotadas, andou sem máscara ao lado de turistas igualmente desprotegidos, e voltou das cidades litorâneas questionando que apenas metade da população gostaria de tomar vacina contra a covid-19. Naquela mesma semana, Manaus começava a ver um novo pico de mortes causadas pela doença, também por falta de insumos básicos como oxigênio. O cenário, desesperador, acabou se repetindo em todo o país no mês seguinte.
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