quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

'Leão na jaula': como anda a vida do ex-presidente Lula, segundo amigos próximos.

Um leão dentro da jaula. Essa é a imagem que um amigo próximo escolhe para descrever o atual estado de espírito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva."Ele ficou confinado lá em Curitiba mais de 500 dias. Depois vem a pandemia, fica confinado em casa. Vai para Cuba, pega covid, fica confinado em Cuba", diz esse amigo.
"Ele não aguenta mais o confinamento, está louco para ver gente. Ele é o tipo de ser humano para quem o contato com as pessoas é essencial. Está louco para tomar a vacina, para poder voltar a ter mobilidade", conta o confidente, que prefere falar sob anonimato, pois afirma não ter a pretensão de ser um "intérprete"
do ex-presidente.
Diante da expectativa de retomada do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspeição do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá, a BBC News Brasil ouviu nos últimos dias seis pessoas próximas ao ex-presidente.
Entre elas, estão o ex-presidente e atual diretor do Instituto Lula, Paulo Okamotto; o senador Jaques Wagner (PT-BA); o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP) e o advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do ex-presidente no Supremo. Outras duas pessoas prefeririam não ter seus nomes citados.
Segundo essas pessoas do círculo íntimo de Lula, ele não acredita que poderá concorrer à Presidência em 2022, apesar de ainda nutrir o desejo de ser candidato.
"O que ele tem repetido para algumas pessoas no particular é que não tem como desfazerem o mal que fizeram. A mentira foi tão grande, que fica difícil voltar atrás", afirma uma das pessoas que optou pelo anonimato. "Voltar atrás e deixar o Lula readquirir os direitos políticos dele seria muito difícil, porque eles iriam se desmoralizar."
Além da expectativa do ex-presidente quanto ao julgamento no STF e quanto ao futuro do PT nas eleições de 2022, esse círculo de pessoas próximas relata como Lula tem passado os dias; por que desistiu por enquanto de se mudar para a Bahia; por que decidiu viajar para Cuba mesmo em meio à pandemia; e o que tem pensando sobre o governo Jair Bolsonaro (sem partido) e a atuação da oposição diante do avanço da extrema-direita.
Lula deixou a prisão em novembro de 2019, após 580 dias, beneficiado por uma decisão do STF que reconheceu o direito de réus condenados a responderem em liberdade até o último recurso. Condenado em duas instâncias no caso do tríplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato, ele cumpria pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias.
No caso do sítio de Atibaia (SP), o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) condenou o ex-presidente em segunda instância a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, pela acusação de ter sido beneficiário de reformas pagas por empreiteiras que obtiveram vantagens indevidas em contratos com a Petrobras.
Julgamento no STF e eleições de 2022Ao menos três das pessoas do círculo pessoal de Lula têm uma mesma avaliação: a de que o ex-presidente não acredita que irá recuperar seus direitos políticos para poder concorrer novamente à Presidência em 2022.
O STF deve retomar ainda esse semestre o julgamento da ação em que a defesa de Lula pede a anulação da condenação no caso do tríplex do Guarujá, alegando parcialidade do juiz Sergio Moro. O julgamento teve início em dezembro de 2018, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Quando foi suspenso, o placar somava dois votos contrários à defesa de Lula, do relator Edson Fachin e da ministra Cármen Lúcia.
Em um desdobramento recente, o STF permitiu à defesa de Lula ter acesso integral às mensagens hackeadas de celulares dos procuradores da Lava Jato, apreendidas pela Operação Spoofing da Polícia Federal.
O advogado Cristiano Zanin Martins afirma, no entanto, que o acesso ao material não alterou a estratégia da defesa de Lula.
"Não pretendemos adicionar nenhum conteúdo ao habeas corpus, porque o nosso objetivo é que ele seja efetivamente julgado num futuro próximo, até porque sobre ele incidem dispositivos legais e regimentais que dão prioridade", afirma o advogado.
"Seja porque o ex-presidente Lula é maior de 60 anos, seja porque o habeas corpus por natureza é uma ação de rito célere, seja porque é um caso cujo julgamento já foi iniciado em 2018 e precisa ser concluído pelo Supremo", completa Zanin Martins.
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