sábado, 3 de outubro de 2020

Ligações telefônicas captaram policiais militares traficando drogas, diz MPCE

A
s operações Crotalus e Oculta, deflagradas pelo Ministério Público Estadual (MPCE) na quarta-feira, 30, captaram ligações telefônicas que mostrariam policiais militares negociando drogas e utilizando a farda para se "beneficiar nas práticas de condutas ilícitas". Conforme relatório das interceptações, obtido por O POVO, o soldado Lucas Costa da Silva liderava grupo que traficava maconha, crack e cocaína. Outros dois PMs, Carlos Alberto da Silva Alexandre Júnior e Natanael da Silva Albino, alvos da Oculta, teriam se associado a ele. Os três foram presos. Cinco mandados de prisão contra civis também foram cumpridos, incluindo a companheira de Lucas, Camila Ribeiro Araújo.
Conforme o MPCE, Lucas forneceria drogas para, pelo menos, três pessoas — Romário Matias da Silva, Francisco Denílson Galdino da Silva e Gleidson Costa Pereira, este irmão de Lucas. Também foi identificada negociação criminosa com Islânia Feitosa de Lima.
Em uma chamada do dia 13 de julho de 2019, um homem não identificado fala para o soldado ter R$ 900 e cinco pedras, o que o MPCE diz ser referência a crack. Lucas, então, responde que o homem só deveria ligar quando tivesse todo o "papel", o que o MPCE diz ser "termo usual para dinheiro". Oito dias depois, Romário pede para que Lucas envie "uma mesa de bagulho", interpretado no relatório como maconha. "Lucas diz que vai mandar, mas não sabe onde está", consta na transcrição. No dia 27, Romário diz para Lucas que estava fraco para "cheirar" e que se Lucas tivesse ela (droga, conforme o MP) no caroço (termo para quantidade específica de cocaína, conforme o MP) compraria "no dinheiro". Já em 11 de julho, a interceptação capta Lucas conversando com homem não identificado, que diz que um terceiro perguntou quanto seria cinco gramas (de droga, para o MP). O soldado, então, diz que "não faz, só daquele jeito, porque já é puro" (a droga, segundo o MPCE). Depois, Lucas diz que "dá para fazer por 100 as 5" (gramas). Em outra conversa entre Lucas e Romário, este diz para aquele separar um "corre" de 50 e que daria R$ 1.270, sendo que o "resto" ficaria para si. Em seguida, diz estar precisando de um "fininho" (maconha, para o MP) e Lucas responde que também está precisando.
Como prova do uso criminoso da farda, o MPCE elenca conversa de Lucas, em 27 de julho, com um homem chamado "Mansão", em que ele diz que, se o homem estiver armado, "entocasse" (a arma, conforme o MP) "porque a viatura está indo aí". "O sargento mandou dá o bizu (dica)", completa.
As interceptações ainda mostram Lucas conversando com Natanael sobre uma arma que estaria enterrada no quartel do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) de Cascavel, unidade que os três faziam parte à época. Conforme a conversa, foi Alexandre quem enterrou o "Júnior", intepretado pelo MP como arma. "Lucas diz para Natanael falar com ele (Alexandre) se dá certo pegar (o Júnior) porque ele (Lucas) não gosta de sair de casa desarmado (deixando claro que o nome Júnior trata-se de um codinome para omitir durante a chama das palavras arma ilegal", consta no relatório.
Horas antes, Lucas havia tido arma apreendida por outros policiais, que checavam denúncia de disparo de arma de fogo na casa onde ele estava. A denúncia não se confirmou, mas, por estar bebendo, os policiais levaram a arma do soldado. Conforme as interceptações, momentos depois, Lucas diz que vai para Fortaleza porque não pode ficar em Cascavel desarmado. "Lucas diz que em Cascavel todo mundo quer a cabeça dele".
*** Informações com: O Povo
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