terça-feira, 30 de junho de 2020

Polícia Civil do Ceará alerta população para que não caia no golpe do boleto falso

O boleto bancário continua sendo um dos métodos de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Mas cuidado! Ele também pode ser alvo de fraudes para roubar o seu dinheiro. Em um dos golpes, os criminosos, além de conseguirem acessar os dados do computador e do aparelho móvel da vítima, eles alteram os dados dos boletos emitidos pela internet e redirecionam a quantia depositada até a conta dos golpistas. A fraude mais recorrente em boletos consiste em modificar o código de barras do documento para desviar o pagamento da vítima. A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) chama a atenção para o método utilizado pelos criminosos e alerta a população para que fique atenta na hora de fazer pagamentos de forma segura.
Investigações conduzidas pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), unidade especializada da PCCE que apura crimes de estelionato no Ceará, indicam que a fraude do boleto falso consiste na falsificação de cobranças para fazer com que o pagamento seja direcionado para a conta bancária do golpista. São vários truques para atrair a vítima, que vão desde a manipulação do código de barras do documento até a criação de páginas falsas que oferecem o download da fatura fraudulenta.
O delegado adjunto da DDF, Carlos Teófilo, ressalta que neste período de pandemia os estelionatários continuam aplicando diversos golpes, entre eles, o do falso boleto. “A população precisa ficar atenta e observar os detalhes na emissão do boleto, como erros ortográficos, bem como o nome do beneficiário. Outro fato importantíssimo é evitar o acesso de contas pessoais utilizando o Wi-Fi de locais públicos. Analisar também, a numeração do código de barras e comparar com os boletos anteriores para confirmar a numeração do banco do qual você tem hábito de efetuar os pagamentos”, finaliza.
Os métodos mais utilizados pelos fraudadores são a adulteração do código de barras de boletos já recebidos pelas vítimas, como plano de saúde, contas de condomínio e até mesmo a prestação de financiamento de carro ou a prestação da escola dos filhos. A adulteração pode acontecer também pelo computador pessoal por meio de um malware (software malicioso que invade a máquina e pode alterar o número do código de barras), para que, no momento do pagamento, você copie o código errado. As invasões de programas maliciosos também incluem a criação de páginas falsas para forjar faturas, o envio de e-mails com histórias falsas, geralmente, em tom emotivo, induzindo a vítima ao descarte do boleto verdadeiro e pagamento do documento falso.
Antes de realizar o pagamento de uma conta utilizando um boleto bancário, o cidadão deve atentar às principais informações para identificar se ele é válido ou falso:
– Confira todos os dados inseridos no boleto;
– Atente para a grafia correta das palavras e das informações do boleto;
– Note que os últimos números do boleto correspondem ao valor que será pago na fatura. Desconfie se a sequência numérica contida no código de barras for maior;
– Se for uma fatura de pagamento recorrente, por exemplo de telefone ou TV a cabo, o código deve permanecer o mesmo em todos os meses, já que os valores permanecem inalterados;
– Verifique a procedência da empresa que emitiu a fatura. Se o nome e o CNPJ coincidirem, prossiga no pagamento;
– Opte pela leitura automática do código de barras no terminal do banco ou no aplicativo de do celular de uso pessoal;
– Se precisar baixar a 2ª cópia da fatura, faça apenas no site da empresa ou do banco;
– Certifique-se de que o site é seguro e que você está navegando na página correta;
– Se suspeitar que o computador que você está utilizando estiver infectado, o programa malicioso pode embaralhar o código de barras e o pagamento pode ser direcionado à conta dos criminosos;
– Evite fazer transações financeiras utilizando Wi-Fi de locais públicos.
Denúncias - A Polícia Civil está atenta às fraudes em meio virtual e pede a colaboração da população para que faça o registro das ocorrências para subsidiar as investigações no intuito de identificar os suspeitos e coibir novos delitos. O crime de estelionato pode ser reportado via Delegacia Eletrônica (Deletron) da Polícia Civil do Ceará, pelo site. (Clique Aqui
Os procedimentos serão redistribuídos para as delegacias mais próximas do endereço da vítima ou, nos casos em que o montante investigado seja equivalente ou superior a 80 salários mínimos vigente, a investigação ficará a cargo da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF).
#fiqueemcasa
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