segunda-feira, 1 de junho de 2020

Manifestantes contra Bolsonaro encontram oposição da polícia no Rio e em São Paulo neste domingo (31).

Integrantes de diferentes torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) organizaram atos pró-democracia na avenida Paulista neste domingo (31-05-2020).

As manifestações, que começaram pacíficas, acabaram em confronto com a Polícia Militar (PM) e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
A via tem sido ponto de encontro de bolsonaristas aos domingos. Eles pedem principalmente o fim das medidas de distanciamento social durante a pandemia de Covid-19 e têm bandeiras antidemocráticas contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso.
Neste fim de semana, havia o temor de um possível confronto de manifestantes corintianos com palmeirenses identificados com o presidente da República.
Isso porque, no último domingo (24), alguns palmeirenses se reuniram na saída da estação Trianon-Masp do metrô e tiraram uma foto postada nas redes sociais com a legenda “Deus, Pátria, Família e Amigos! Odiamos gambá, estamos esperando vocês”, em referência aos rivais.
Apesar das ameaças, os atos deste domingo começaram de forma pacífica, por volta das 11h30, com gritos contra Bolsonaro inspirados em cânticos dos estádios. Os manifestantes levavam faixas pró-democracia.
A maioria dos presentes era de torcedores do Corinthians, mas um grupo de fãs do Palmeiras, autodenominados antifascistas, também esteve no local. Havia ainda, em menor número, são-paulinos e santistas.
A Polícia Militar criou um cordão humano para tentar isolar um grupo de manifestantes pró-Bolsonaro dos torcedores, mas houve pelo menos dois picos de confusão após discussões entre as partes.
A tropa de choque da PM utilizou bombas de gás e balas de borracha para dispersar o movimento de torcedores. Estes revidaram com arremessos de pedras, lixeiras e rojões. Pelas imagens disponíveis até o momento, não foi possível identificar confronto entre a polícia e o grupo bolsonarista.
Na ação, um fotógrafo da agência Efe se feriu na perna. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, cinco pessoas foram detidas e conduzidas ao 78º Distrito Policial. Um homem de 43 anos, agredido no confronto, precisou ser levado à Santa Casa.
“Durante os trabalhos, houve briga generalizada, e a PM atuou para impedir o conflito entre os grupos antagonistas”, diz a nota da secretaria.
Danilo Pássaro, 27, integrante da Gaviões da Fiel que organizou as manifestações, disse à reportagem que a confusão começou quando os torcedores já se preparavam para deixar o local.
“A polícia passou escoltando um grupo com camisetas de organizações neonazistas e outro com fardas de militares, dando simbolismo de intervenção militar. Passaram bem no meio da nossa manifestação quando estávamos indo embora. Isso iniciou o tumulto, e a polícia começou a atirar bombas e balas de borracha”, afirmou.
Em entrevista à CNN Brasil o coronel da PM Camilo Batista disse que que conflito começou porque portadores de bandeiras neonazistas investiram contra manifestantes. Ao G1 ele afirmou que não é possível saber quem iniciou a confusão: “As imagens, os atos, analisando claramente vamos saber quem começou. A polícia vai agir agora para manter a ordem. Não interessa o grupo, não interessa o lado.”
Enquanto recuavam, os torcedores fizeram barricadas e colocaram fogo em objetos. A estação Trianon-Masp do metrô foi fechada em razão do confronto na avenida.
#fiqueemcasa
*** Informações com FOLHAPRESS via JORNAL DE BRASÍLIA.

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