sexta-feira, 24 de abril de 2020

Texto-base de projeto que suspende pagamento do Fies durante a pandemia do COVID-19 é aprovado na Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (23-04-2020), o texto-base do projeto que suspende, por dois meses prorrogáveis por mais dois, o pagamento de parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) por causa da crise do coronavírus. A proposta ainda proíbe que o estudante seja incluído em cadastros de proteção ao crédito por inadimplência.
As sugestões de mudanças ao projeto apresentadas por parlamentares serão votadas na próxima terça-feira (28). Depois, a matéria segue para o Senado. Ao texto original, de autoria do deputado Denis Bezerra (PSB), foram apensadas outras proposições sobre o tema. A suspensão do pagamento beneficia estudantes que estejam em dia com as parcelas ou que tenham atrasos de, no máximo, 180 dias - o prazo conta a partir do dia do vencimento regular.
O texto suspende, por 60 dias, a serem contados a partir da publicação da lei, a obrigação de pagamentos de juros e prestações para amortizar o saldo devedor de estudantes do Fies. Esse prazo poderá ser estendido por mais 60 dias.
A suspensão também é aplicada em parcelas de condições especiais de amortização ou alongamento dos prazos e a pagamento a bancos de multas por atraso. Para obter o benefício, o estudante deverá manifestar interesse junto ao banco em que fez o contrato do financiamento estudantil. Passado o prazo de suspensão (previsto para durar dois meses), o aluno voltaria a pagar as parcelas.
Além da suspensão do pagamento, o texto possui um dispositivo que alivia estudantes com dívidas vencidas até a publicação da lei. Eles poderão aderir ao programa de regularização do Fies.
Opções de pagamento - Se decidir quitar integralmente a dívida até 31 de dezembro, em parcela única, o estudante terá redução de 100% dos encargos moratórios. Ele poderá ainda optar por parcelar, em até 145 vezes sucessivas, as cobranças que começarão a vencer a partir de janeiro de 2021, com redução de 40% dos encargos, ou em até 175 prestações mensais e consecutivas, vencendo também a partir de janeiro de 2021, com diminuição de 25% desses encargos.
Segundo a proposta, a União também poderá elevar os recursos aportados no Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), que busca garantir haja crédito disponível no sistema, de R$ 3,2 bilhões para R$ 5,5 bilhões.
#fiqueemcasa
*** Informações com DIÁRIO DO NORDESTE
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