segunda-feira, 6 de abril de 2020

O Governador Camilo Santana depois de muita "pressão"; revoga novo decreto e mantém fechamento de empresas em decisão nesta madrugada


Após ter liberado o funcionamento de diversos setores da economia em novo decreto publicado no fim da noite deste domingo (5), o governador Camilo Santana (PT) resolveu anular os efeitos e continuar as proibições já implementadas nos textos anteriores. A primeira decisão, tomada no começo da noite de ontem (05-04-2020), liberava 16 tipos de empresa à retomarem as atividades, na maioria indústrias.
No entanto, a repercussão da decisão fez com que Camilo mudasse de ideia e declarasse o documento nulo na madrugada de domingo (5) para segunda (6), reforçando as medidas de combate à contaminação pelo novo coronavírus no Ceará.
No texto anterior, que já não está mais válido, o governador permitia, a partir desta segunda-feira (6), o funcionamento de 16 tipos diferentes de empresas dos setores da indústria, do comércio e de serviços. A decisão foi comemorada pelo setor produtivo mais cedo.
Faziam parte do decreto, feiras de gêneros alimentícios; serrarias; indústrias de móveis e utensílios domésticos; indústrias de tintas, têxteis, de confecção, calçados e roupas; comércio de materiais de construção, empresas exportadoras; comércios de seguros, entre outras. 
Repercussão - “Eu acho que o governador tem as decisões mais complexas e mais difíceis para ser tomadas. Ele está sempre em reunião, ouvindo a todos. Daqui a 15 dias, as coisas estão caminhando. O governador está fazendo com inteligência”, declarou o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart.
Da lista que voltariam ao trabalho, a indústria dominava a maioria das permissões, com quatro segmentos diretamente dos setores industriais e mais alguns, que fazem parte da cadeia produtiva que atende, como energia, exportação, obras e também escritórios de contabilidade tiveram o retorno ao trabalho liberado. Em seguida, vêm os setores de comércio e serviços, além das feiras.
"O empresariado fica insatisfeito porque ele quer honrar muitas vezes os compromissos com fornecedores, funcionários. E essas responsabilidades são pertinentes. As pessoas têm compromissos como a manutenção dos empregos", havia afirmado Maurício Filizola, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), antes de o governador revogar a docreto.
Ajustes - Um outro decreto deve ser publicado nesta segunda-feira (6) tornando nulo o de domingo e mantendo a decisão inicial de isolamento social e fechamento de alguns negócios por 15 dias, que foi anunciada no sábado (4).

*** Informações com DIÁRIO DO NORDESTE
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