quinta-feira, 9 de abril de 2020

Fortaleza planeja duplicar vagas em cemitérios públicos por conta de mortes por coronavírus

O aumento de mortes diárias registradas no Ceará pela proliferação do coronavírus desperta o olhar do poder público para os cemitérios da capital. A Secretaria Municipal da Gestão Regional de Fortaleza aguarda maior demanda no número de sepultamento. Segundo o titular da Pasta, Renato Lima, baseado em estudos do Ministério da Saúde, o Município espera um pico de óbitos a partir do dia 25 de abril. Para enfrentar qualquer cenário, as regionais estão montando um Plano de Contigência. Novos jazigos poderão ser construídos nos seis equipamentos da cidade.
Na manhã desta quarta-feira (08-04-2020), os gestores estiveram juntos para estudar a realidade de cada regional. Renato Lima conta que foi solicitado um estudo sobre o atendimento dos cemitérios Antônio Bezerra, São Vicente de Paula, São José e anexo, Messejana e Parque Bom Jardim. Atualmente, os equipamentos sofrem com a superlotação. Dos seis existentes, cinco estão com capacidade máxima. Ainda segundo o gestor, a expectativa é que a demanda por vagas duplique. "No cemitério Parque Bom Jardim, por exemplo, realizamos cerca de 450 sepultamentos por mês. A média é dia 15 por dia. O objetivo é duplicar o número de vagas diárias".
Renato Lima ressalta, baseado nos dados diários apresentados pelos órgãos de saúde, que a doença ainda não atingiu áreas periféricas de Fortaleza — cenário que pode ser diferente na segunda quinzena de abril deste ano. "Inicialmente, prezamos pela vida de cada cidadão. De qualquer forma, precisamos nos preparar. Sabemos que boa parte das vítimas com diagnóstico de morte por coronavírus estão sendo levadas para cemitérios privados. Com o avanço da doença, previsto pelos órgãos da saúde, como o Ministério da Saúde, pelo dia 25 de abril, estamos nos preparando para qualquer realidade". 
A Secretaria Municipal da Gestão Regional destaca, por exemplo, que o Cemitério São José, no bairro Parangaba, pode receber até 140 novas vagas, se houver o aumento no número de óbitos. "Cada equipamento tem um cenário diferente de vagas. Em boa parte deles, muitas pessoas pagam uma taxa mensal para utilização. Tudo isso ainda está sendo levantado", explica Renato Lima.
Construções - Entre as ações programadas no Plano de Contigência estão a produção de licitações emergenciais para construção de novas vagas nos cemitérios. "O projeto contempla a construção de ossuários e jazigos pré-moldados, além de leitos naturais. Dentro do planejamento ainda estão sendo articulados a contratação de novos coveiros e aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para quem trabalha nos cemitérios. Tudo isso ainda sendo definido em reuniões". 
"Havendo a necessidade, vamos pensar as licitações emergenciais para contratações diretas para os próximos três a quatro meses, mesmo ainda não tendo a confirmação de atendimento de óbitos por coronavírus nos cemitérios públicos de Fortaleza. Precisamos nos preparar para qualquer cenário", pontua Renato Lima.
#fiqueemcasa
*** Informações com DIÁRIO DO NORDESTE
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