quarta-feira, 8 de abril de 2020

Falta de acesso à tecnologia e à informação são gargalos para pagamento de auxílio emergencial

Após o Governo Federal lançar ontem (7) o calendário de pagamento do auxílio emergencial - que varia de R$ 600 a R$ 1.200 - e todas as condições para o cadastro dos trabalhadores informais que não estão inscritos em nenhuma plataforma, como Cadastro Único, o próximo desafio a ser superado na transferência de renda a esse segmento da população é fazer com que o recurso chegue à essas pessoas.
Segundo especialistas e economistas, diversos fatores fazem com que este dinheiro não alcance a ponta de forma universal. Eles citam a falta de informação, o acesso à tecnologia e a indisponibilidade da rede bancária em vários municípios do interior do Ceará.
Para o professor do curso de Economia Ecológica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Aécio Alves de Oliveira, um dos problemas a serem enfrentados pelas pessoas mais carentes é a falta de acesso à tecnologia e também à informação. "Cria-se um problema sério, principalmente, para os mais necessitados e para os mais velhos. Isso pode, inclusive, gerar oportunismo, ou seja, algumas pessoas vão se aproveitar dessa situação", explica o professor.
Ele diz que, mesmo simplificados, os programas de cadastro, como aplicativos e sites, são muito sofisticados para essas pessoas. "Isso poderia ter sido simplificado se tivesse dado às prefeituras municipais essa missão, que fariam um planejamento de maneira mais simples. E isso ocorre porque o Governo está numa disputa política de querer mostrar serviço", acrescenta.
Oliveira também afirma que regionais e órgãos municipais poderiam dar conta de atender esse público, tanto na fase de cadastro como no pagamento do benefício. "Nas regionais, você tem o cadastro e o endereço das pessoas. Tem outros órgãos das prefeituras disseminados pelas cidades, você tem as areninhas que seriam outro ponto. Você poderia ter agências bancárias nesses locais desconcentrando as pessoas".
O professor defende o pagamento do auxílio de forma descentralizada. "Evidentemente que a minha proposta não está pronta, mas a ideia é que esse processo seja descentralizado, e a estrutura das prefeituras permite essa descentralização", aponta.
Uma das saídas sustentadas por ele é que o Governo Federal emita um cartão de débito para os beneficiários que precisam abrir uma conta na Caixa. "Um cartão que seria aceito no local de compra, até para universalizar o acesso ao dinheiro", sugere.
*** Informações com DIÁRIO DO NORDESTE
Atenção - Pedimos aos nossos "Seguidores amigos" que participem do nosso novo Canal de Comunicação de Vídeos do YouTube. Contamos com a inscrição de todos. CLIQUE AQUI. Estamos também trabalhando com imagens aéreas de Drone. Interessados ligar: (..) Tim (88) 9.9916-7711.

0 comentários:

SITES OFICIAIS E REFERÊNCIA

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

SITES E PORTAIS DE NOTÍCIAS

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

RÁDIOS PARCEIRAS DO AI

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

POSTAGENS MAIS LIDAS