segunda-feira, 16 de março de 2020

Bolsonaro tem contato direto com ao menos 272 pessoas durante ato contra o "Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF)". Assista ao vídeo.


Ao participar de um ato a favor do seu governo e com críticas ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde deste domingo (15-03-2020), o presidente Jair Bolsonaro teve contato direto com ao menos 272 pessoas em cerca de 58 minutos de interação com apoiadores na frente do Palácio do Planalto. O resultado faz parte de análise feita pelo Estado a partir de filmagem publicada na página do Facebook do presidente.
Bolsonaro manuseou ao menos 128 celulares, trocou ao menos quatro objetos com a plateia, entre eles um boné, que vestiu, e cumprimentou 140 pessoas, segundo o levantamento do Estado. Parte dos cumprimentos, nos primeiros 50 minutos do vídeo, são com "soquinhos" nas mãos das pessoas ou mesmo apertos de mãos. Nos cinco minutos finais de interação, o presidente alcança pelo menos 80 apoiadores correndo com a mão estendida e cumprimentando várias pessoas na sequência.
Infectologistas e até aliados próximos de Bolsonaro reprovaram a atitude. Segundo especialistas em doenças infecciosas, o presidente errou ao ignorar a recomendação de isolamento e expor os manifestantes ao risco de contaminação pela covid-19 (caso esteja com o vírus incubado); ao não proteger a si próprio e ter contato com uma aglomeração que pode incluir pessoas infectadas; e ao não dar o exemplo à população de que deve ser levada a sério a orientação feita pelo Ministério da Saúde para que se evite aglomerações.
Ainda de acordo com especialistas, não é só o contato direto que transmite o coronavírus. Gotículas de saliva de uma pessoa infectada também podem passar o vírus.
Ao interagir com os manifestantes, Bolsonaro ignorou a orientação de sua equipe médica e as diretrizes do Ministério da Saúde para o combate ao coronavírus. Ele deixou o isolamento que deveria fazer por ter se encontrado, semana passada, com ao menos 11 brasileiros que já tem a doença.
O Ministério da Saúde voltou a orientar, neste domingo, que sejam evitadas aglomerações e contatos próximos. “A recomendação vale para manifestações, shows, cultos e encontros, entre outras atividades”, informou a pasta. O ministro Luiz Henrique Mandetta disse ao canal CNN Brasil que participar de aglomerações “é completamente equivocado”.
Além das críticas por desrespeito às diretrizes de combate a uma doença que se espalhou mundialmente, Bolsonaro também foi atacado por ter participado de manifestações que atacam o Parlamento. Enquanto o presidente cumprimentava simpatizantes em frente ao Palácio do Planalto, manifestantes gritavam “Fora Maia”. Um deles chegou a pedir que o Bolsonaro fechasse o Congresso. Era possível ouvir também ouvir gritos contra o presidente do STF, Dias Toffoli.
O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) classificou o comportamento do presidente como “inconsequente”, um “confronto” à democracia. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que Bolsonaro deveria estar “coordenando um gabinete de crise para dar respostas e soluções para o País”, em vez de ir ao protesto. Bolsonaro respondeu desafiando os dois a testarem sua popularidade nas ruas, em entrevista ao canal CNN Brasil.

*** Informações com O ESTADÃO.

0 comentários:

SITES OFICIAIS E REFERÊNCIA

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

SITES E PORTAIS DE NOTÍCIAS

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

RÁDIOS PARCEIRAS DO AI

Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket Photobucket

POSTAGENS MAIS LIDAS