domingo, 17 de maio de 2020

Com fiscalização fraca, lockdown falha em todas as áreas de Fortaleza.

Sexta-feira, 15 de maio de 2020, uma semana de lockdown em Fortaleza. O vai e vem de veículos costura um perigo que está à espreita: não se sabe se o novo coronavírus está ao seu lado, naquele pedestre que passa na rua sem máscara, ou mesmo na senhora sentada na calçada de casa. O inimigo invisível mora nos detalhes - e nas vias aéreas de um povo que, por falta de opção ou de consciência, insiste em se entregar a ele.
Equipes do Sistema Verdes Mares percorreram, entre 7h45 e 19h30 de sexta-feira, mais de 180km em 35 bairros de todas as Regionais de Fortaleza, para observar como a cidade tem reagido às medidas de isolamento social rígido, válidas em âmbito municipal desde o dia 8 de maio. A constatação foi simples: o lockdown não está funcionando, e tem como gargalo a própria falta de fiscalização, principalmente nas zonas periféricas da Capital.
Embora a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) garanta que "realiza, junto com os órgãos estaduais e municipais, ações de fiscalização e orientação", inclusive "nos locais onde são registrados os maiores índices de ocorrências", a reportagem flagrou aglomerações, desrespeito ao uso de máscaras de proteção e abertura de comércios não essenciais em vários locais, algumas ocorrências presenciadas por composições da própria Polícia Militar.
Pela manhã, cruzamos bairros das Regionais II, IV, V e VI, como Vicente Pinzón, Dendê, Planalto Ayrton Senna e Passaré,respectivamente. Mesmo sob chuva, o movimento de pedestres, sobretudo em vias centrais, era intenso. Filas em farmácias, postos de saúde e casas lotéricas, que têm funcionamento permitido, raramente respeitavam o distanciamento mínimo de 1,5 metro; presenciar lojas de cosméticos, roupas e até igrejas abertas era cena comum. Por lá, não encontramos nenhuma equipe de fiscalização municipal nem estadual.
Na Regional V, no bairro Conjunto Esperança, flagramos uma feira livre em pleno funcionamento, por volta das 9h, ocupada por dezenas de pessoas - entre elas, idosos e crianças. Em bairro vizinho, o Parque Dois Irmãos, outra feira estava em atividade - ao lado da Unidade Integrada de Segurança (Uniseg) 18, da 3ª companhia do 19º Batalhão da Polícia Militar.
Nas ruas do Planalto Ayrton Senna - que figura entre os dez bairros com mais mortes por Covid-19, segundo boletim da SMS -, motociclistas trafegavam sem capacete, nem máscara, expostos a dois riscos simultâneos: a contaminação pelo novo coronavírus e um acidente de trânsito. Dois deles chegaram a cruzar uma viatura da PM, sem sofrerem nenhum tipo de abordagem.
A reportagem seguiu até a divisa entre Maracanaú e Fortaleza, onde uma barreira fixa de fiscalização foi instalada. Nosso carro, sem adesivos ou indicações do Sistema Verdes Mares, não foi parado pelos agentes na ida nem na volta. O mesmo se repetiu com vários veículos que cruzaram a blitz.
Percorremos toda a orla da Praia do Futuro. O movimento era zero, tanto de pedestres como de veículos. Em uma calçada do bairro, uma família de quatro pessoas dormia em colchões. "Aqui, o mais difícil é tomar banho e cozinhar, né? E nós não tem máscara nem álcool em gel. De vez em quando, o pessoa passa e dá. Mas sem água?", pondera um deles. "A gente já tá acostumado a viver no perigo e sem saúde", completa a esposa.
Já na Aldeota, pessoas passeando com cachorros e fazendo exercícios físicos em praças como Luíza Távora, por exemplo, complementam o cenário de desobediência ao isolamento social.
#fiqueemcasa
*** Informações com DIÁRIO DO NORDESTE - MATÉRIA COMPLETA CLIQUE AQUI.

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