sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Prejuízo de indústrias com má condição de estradas no Ceará chega a 35%.

Em meio a obras que se arrastam há anos, as más condições de rodovias estaduais têm causado prejuízos significativos à atividade industrial cearense. As dificuldades para transportar insumos e escoar a produção, além de danos nos produtos finais ocasionados pelo balançar dos caminhões sobre os buracos nas vias, geram um aumento de até 35% dos custos do setor produtivo, o que deve se agravar com a chegada do período chuvoso.
O dado é destacado pelo presidente da Câmara Setorial de Logística (CSLog) da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Marcelo Maranhão, que também é diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Ceará (Setcarce). Os prejuízos, segundo Maranhão, decorrem principalmente das obras e más condições de conservação da CE-155, único acesso ao Porto do Pecém, e na Rodovia Quarto Anel Viário.
"É muita coisa. As empresas de logística tentam repassar um pouco desses custos a mais para os contratantes, mas absorvem a maior parte. São muitos prejuízos com os carros que quebram, além da produtividade mesmo - damos muito menos viagens em um dia", afirma Maranhão. Ele ressalta que a atualização da tabela do frete divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) com reajuste entre 11% e 15% deveria ser de 20% para cobrir os prejuízos registrados pelo setor no Estado.
Instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) desde 2010, a fabricante de pás eólicas Aeris exporta cerca de 70% de sua produção. O que significa que grande parte das pás é transportada ao Porto, percorrendo a esburacada CE-155.
"De forma recorrente, temos de enviar uma equipe quando a pá chega ao Porto para reparar danos causados no trajeto antes de ela embarcar no navio", conta Daniel Mello, diretor industrial da empresa. Ele acrescenta que algumas pás chegam a voltar para a fábrica porque quebram no caminho.
"Nossos caminhões e ônibus de transporte de nossos colaboradores precisam trafegar vários metros na contramão para tentar fugir dos buracos. Em alguns trechos, nem isso é possível. É preciso realmente entrar no buraco. Com o período de chuvas que está iniciando agora, não conseguimos saber a profundidade do buraco", reclama o diretor, que aponta temer inclusive pela segurança dos colaboradores da empresa devido ao risco de acidentes.
Mello revela que, durante negociações com novos clientes, chegou-se a cogitar o transporte dos representantes por helicóptero. "Se eu fosse uma empresa que precisa de fornecimento de pás, não colocaria minha produção aqui, com a falta de infraestrutura que é requisito básico. Não chegamos a perder nenhum negócio, mas a situação em nada contribui", ressalta.
Expansão - Ao longo de 2019, a Aeris investiu cerca de R$ 120 milhões na quinta fase de expansão da empresa, que deve dobrar o seu faturamento este ano para R$ 1 bilhão. Nos últimos três meses, foram contratados 700 novos funcionários, totalizando o quadro em 4,5 mil colaboradores.
"Investimentos em máquina, equipamento, prédio, sistemas de informática, tudo para aumentar nossa produção que está praticamente toda vendida. Mas se continuar nesse ritmo de degradação da rodovia, não teremos como fazer o transporte e vamos ficar com o pátio lotado", afirma o diretor industrial. Ele argumenta que uma operação tapa buraco de emergência precisa ser feita antes que se inicie o período chuvoso e a rodovia fique intrafegável.
Restauração - Em nota, a Superintendência de Obras Públicas (SOP), vinculada à Secretaria de Cidades do Estado, informou que as obras de restauração e duplicação da CE-155 estão com quase 15% de execução. "As primeiras ações, no segundo semestre de 2019, se concentraram em ações emergenciais de tapa-buracos e manutenção da pista existente, simultaneamente ao trabalho de terraplenagem e remoção de interferências, como postes e tubulações".
O investimento é de R$ 62 milhões, com recursos do Tesouro do Estado e do Governo Federal, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é de conclusão até o início de 2021. Segundo a Secretaria, representantes do consórcio construtor e da SOP se reuniram na última quarta-feira (22) para atualizar o cronograma de intervenções.
*** Informações com DIÁRIO DO NORDESTE
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