quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Operação prende 13 pessoas nesta quinta (03) suspeitas de remover cadáveres e vender ilegalmente terrenos em cemitério


O diretor do cemitério de Ibiporã, no norte do Paraná, e mais 12 pessoas foram presas temporariamente em uma operação da Polícia Civil, deflagrada na manhã desta quinta-feira (3), contra uma quadrilha suspeita de remover cadáveres e vender ilegalmente terrenos do local.
As vítimas da organização criminosa são pessoas humildes. De acordo com a Polícia Civil, o diretor e dois coveiros do cemitério, dois proprietários e funcionários de funerárias e outras pessoas ligadas ao grupo foram presas.
A polícia aponta Paulo Ribeiro, diretor do cemitério, como chefe da quadrilha. Ele ocupa cargo público municipal e é comissionado como diretor do cemitério há mais de dez anos, segundo a Polícia Civil. A defesa disse que só vai se manifestar quanto tiver acesso às investigações.
De acordo com a Polícia Civil, um vereador foi alvo de mandado de busca e apreensão. As investigações apontam que ele indicava a compra de terrenos, conforme a polícia, por meio do esquema fraudulento. O nome do vereador ainda não foi divulgado.
Os mandados judiciais - Além das prisões, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em Ibiporã e em Londrina, também no norte do estado.
A polícia também cumpriu 15 mandados de sequestro de bens – como carros, imóvel e equipamentos de academia – obtidos com dinheiro proveniente do crime.
A organização criminosa, segundo a polícia, retirava ossadas enterradas no local e as descartava em lugares impróprios. Era preciso tirar as ossadas do cemitério para que os terrenos fossem vendidos. Ou, as ossadas eram colocadas em sacolas e armazenadas em outros túmulos.
O Instituto de Criminalística encontrou dez ossadas em um único túmulo durante a deflagração da operação.
Vantagem indevida - De acordo com a Polícia Civil, o diretor do cemitério exigia vantagem indevida de pessoas carentes de Ibiporã e de outras cidades da região. Ele alegava que os terrenos eram particulares e, por isso, era preciso pagar para enterrar corpos no cemitério municipal, segundo a polícia.
As quantias solicitadas variavam, conforme a Polícia Civil, de R$ 2 mil a R$ 22 mil. Esse dinheiro era dividido entre o diretor e outros investigados.
Os crimes - A Polícia Civil informou que os investigados vão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, concussão e vilipêndio – que é desrespeito – a cadáver.
Dinheiro do DPVAT - Além de vender os terrenos ilegalmente e fazer o descarte das ossadas, os criminosos enganavam famílias que tiveram parentes mortos em acidentes de trânsito, de acordo com a polícia.
Um dos integrantes da quadrilha, segundo a Polícia Civil, se passava por advogado e recebia o dinheiro do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) e não entregava para as famílias.
Conforme a polícia, ele dizia que o valor era destinado a despesas funerárias. Esse "advogado" era indicado por representantes de funerárias que estão envolvidas no esquema.

*** Informações com G1.

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