sábado, 5 de outubro de 2019

Iron Maiden ganha o Rock in Rio com seu show hilariante e histórico nesta sexta (04); o palco mundo ficou pequeno. Assista

Teve cenário diferente a cada música, Bruce Dickinson encarnando vários heróis, lutinhas, monstros e tesouros do heavy metal. O Iron Maiden fez um grande "show-videogame" no Rock in Rio nesta sexta-feira (4).

Vai ser difícil superar as alegorias e adereços no palco deste Rock in Rio - até nos shows de artistas pop.
A turnê atual, "Legacy of the beast" é acompanhada de quadrinhos e de um game com o mesmo título - o que explica o visual no palco. É uma pena que, com tanto capricho no espetáculo, os amplificadores da Cidade do Rock tenham deixado a desejar: oscilando e com a voz baixa, principalmente no começo.
O povo cantava muito mais alto, em especial no coro gigante de "Fear of the dark", o que até amenizou o problema. A pedido da própria banda, eles subiram no palco pouco depois de 21h30. Mesmo sendo atração principal da noite, os ingleses deixaram para os Scorpions o último show.
Não dá para reclamar do esquema especial de horário. O vocalista Bruce Dickinson, 61 anos, tratou em 2015 de um câncer na garganta. E eles não são mais os jovens cabeludos do primeiro Rock in Rio, de 1985.
Mesmo assim, no seu quarto Rock in Rio e aos 44 anos de carreira, o som continua poderoso. O grupo ignorou o álbum mais recente, "The book of souls" (2015), tocou sucessos obrigatórios ("The number of the beast" e "Fear of the dark") e ainda desenterrou faixas menos óbvias dos anos 80 ("Flight of the Icarus") e 90, da era do vocalista Blaze Bayley ("Sign of the Cross" e "The Clansman").
Fase da guerra, da igreja, da prisão - O show lúdico começa com um avião da Segunda Guerra no palco e Bruce vestido de piloto. A música "Aces high" é inspirada nas batalhas aéreas dos britânicos contra os nazistas.
Assim o Iron vai passando de "fase", sempre baseado nos temas de cada música. Depois, Bruce veste roupas de neve em "Where Eagles Dare", que fala de batalhas nos alpes.
Tem "The clansman", inspirada nas lutas de independência da Escócia (do filme "Coração valente"), um inferno com fogo por todo lado em "Number of the beast", um prisioneiro condenado ao enforcamento em "Hollowed by thy name".
Batalha, monge, sacerdote maltrapilho - Em "The Trooper", inspirada nos soldados britânicos na guerra da Crimeia, Bruce não balança a bandeira britânica, como de costume, e também trava uma batalha com um Eddie gigante.
Bruce surge vestido de sacerdote maltrapilho na primeira à frente de um vitral de igreja em "Revelations" em "For the greater good of God". "Sign of the cross", inspirada no livro "O nome da rosa", tem figurino de monge em um monastério infernal.
Ele segura uma mangueira lança-chamas queimando uma imagem de Ícaro em "Flight of Icarus" e uma lanterna em "Fear of the dark".
O devoto público de metal teve o som e a produção merecidos. Só não dá para repetir o clichê que roqueiro gosta de música pura e os fãs de pop se iludem com apetrechos. Deu pra unir distorção e diversão.
*** Informações com G1.

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