quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Líder do governo no Senado é acusado de receber R$ 5,5 milhões em propina em operação da Polícia Federal nesta quinta (19).

Ao solicitar autorização para realizar ações de busca e apreensão no gabinete do senador Fernando Bezerra, no Senado, a Polícia Federal também solicitou o bloqueio de R$ 5,5 milhões do parlamentar. De acordo com a corporação, existem evidências de que Bezerra recebeu esse montante em forma de propina paga por empreiteiras. Ele foi delatado por outros investigados.
O líder do governo no Senado é alvo de uma ação deflagrada, nesta quinta-feira (19/9). Ao analisar o pedido, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF negou o pedindo. Ele entendeu ainda não ser necessário esta fase das diligências. "A autoridade policial requereu, ainda, o sequestro e a indisponibilidade de bens de Fernando Bezerra de Souza Coelho e Fernando Bezerra de Souza Coelho Filho. A Delegada de Polícia Federal peticionou, às fls. 169-178, informando, de maneira detalhada e individualizada, as quantias que teriam sido auferidas, em tese, pelos investigados. A vantagem indevida supostamente obtida pelo primeiro chega à cifra de R$ 5.538.000,00, enquanto o segundo, por sua vez, teria participação direta apenas em um dos eventos criminosos, motivo pelo qual se requer que o sequestro seja efetivado no valor de R$ 1.741.000,00", diz um trecho da decisão.
"Embora existam, como exposto, indícios da prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, reputo as medidas de sequestro e indisponibilidade de bens apressadas neste estágio da investigação", completou Barroso.
A Procuradoria Geral da República (PGR) foi contra as buscas no gabinete do senador, alegando que não existem provas suficientes sobre a participação dele. No entanto, Barroso decidiu não acolher a manifestação. "Na criminalidade organizada econômica, porém, o natural é que todos os envolvidos tentem ocultar provas e não evitar deixar registros de seus atos. A medida cautelar serve justamente para tentar encontrar documentos mantidos sigilosamente, longe dos olhos do público e das autoridades de investigação", decidiu o ministro.
O advogado André Callegari, que integra a defesa do senador afirmou que "causa estranheza à defesa que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação".
*** Informações com JORNAL CORREIO BRAZILIENSE
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