sexta-feira, 17 de maio de 2019

Ministério Público desmonta esquema "milionário" de lavagem de dinheiro comandado de dentro de presídios

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deflagrou, nesta manhã, a Operação Laranjas para desmontar esquema de lavagem de dinheiro comandado de dentro de presídios no Ceará. De acordo com com o órgão, dezenas de laranjas, participavam da ação criminosa. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Fortaleza, Quixadá e São Paulo.
A operação teve apoio da Polícia Civil, da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol) e foi realizada por meio do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) do MPCE.
Apontado como líder do esquema e um dos alvos de prisão preventiva, Cláudio Aritana (foto ao lado) saiu da CPPL 5 em julho de 2017, quando recebeu livramento condicional, e fugiu para São Paulo. Lá, cometeu novos crimes e voltou a ser preso. Outro mandado cumprido na capital paulista é na casa da amante do criminoso, apontada pela investigação como laranja no esquema.
Preso durante 15 anos em presídios cearenses, Cláudio Aritana respondia pelos crimes de estupro, estelionato e extorsão. Era das unidades prisionais que ele comandava, por telefone, os estelionatos aplicados por outros criminosos. Ele chefiava, também, venda de drogas e celulares em presídios em Pacatuba e Itaitinga. 
Mandados no CearáUm escritório de um despachante no Centro de Fortaleza também foi alvo da operação. As investigações apontam que o local funcionava como cartório clandestino, elaborando escrituras públicas de imóveis registrados em nome dos laranjas. Em Quixadá, município distante 163,5 km de Fortaleza, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência de uma mulher que seria uma das operadoras do esquema. Ela seria ex-amante de Aritana.
A investigaçãoO líder do esquema comprou 10 apartamentos, dois veículos, joias e até uma casa lotérica com o dinheiro obtido por meio dos crimes. A investigação aponta ainda a movimentação de aproximadamente R$ 4 milhões nas contas bancárias de quatro amantes (usadas como laranjas) e outras dezenas de pessoas envolvidas. 
Na conclusão da primeira fase da Operação Laranjas, a 1ª Vara Criminal de Fortaleza recebeu denúncia contra 11 integrantes do grupo por 14 crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Outra determinação da Justiça é a indisponibilidade dos 10 apartamentos e os dois veículos comprados com o recurso obtido pelo esquema. Os bens poderão ser confiscados no futuro.
*** Informações com Jornal O Povo
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