quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lojas do Centro amargam queda nas vendas com onda de violência

Poderia ser apenas uma terça-feira comum de funcionamento no Centro de Fortaleza. Uma tarde de lojas abertas e movimentação relativamente "morna", aparentemente normal para um dia de janeiro. Isso se, ao chegar aos estabelecimentos, o ambiente não fosse dominado sempre pelo mesmo assunto: a ameaça de ataques por parte de facções criminosas.
Negócios de roupas, perfumaria, sapatos e acessórios para celulares dão conta de uma baixa de pelo menos 50% nas vendas por dia desde a última quinta-feira (3), quando a situação tomou conta do noticiário local e nacional. Combinado ao que se vê na mídia sobre o assunto, os burburinhos propagados pelo WhatsApp intensificam o medo de um ataque a qualquer momento. Por isso, a ordem é baixar as portas diante do primeiro sinal de perigo.
Na última segunda (7), o receio e a dificuldade de garantir o retorno para casa de ônibus obrigaram novamente algumas lojas a fechar mais cedo. "Ontem eu quase não consigo pegar o ônibus para a Caucaia. O último que vai para onde eu moro rodou às 18 horas", detalha Raquel dos Santos, responsável por um quiosque de perfumes no Centro.
"Momentâneo"
Em nota, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL Fortaleza), Assis Cavalcante, reconhece que "estes últimos dias não têm sido fáceis para o comércio de Fortaleza". "No nosso entendimento, essa situação é momentânea", diz.
Supermercados
Se no Centro o comércio podia fechar a qualquer momento, em outros lugares da Cidade ele nem chegou a abrir. Segundo a Associação Cearense de Supermercados (Acesu), cinco estabelecimentos de médio porte não conseguiram abrir ontem (8) ou fecharam logo após a abertura diante de ameaças.
A entidade também revela que a incidência de portas fechadas cresce entre os pequenos estabelecimentos e em bairros da periferia, a exemplo do Barroso. Nas lojas que ainda estão conseguindo funcionar, o volume de clientes está entre 15% e 20% menor que o normal.
Nos bares e restaurantes, a situação é semelhante. Moraes Neto, presidente do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffet's e Similares do Estado do Ceará (Sindirest), pontua que os bares estão sendo mais prejudicados por funcionarem majoritariamente à noite.
"Vários locais estão fechando bem mais cedo que o normal por conta do medo. A redução no fluxo de clientes é bastante expressiva, principalmente no período noturno", revela Moraes Neto. Em contrapartida, o serviço de delivery se fortaleceu, uma vez que as pessoas estão preferindo ficar em casa.
Centros Comerciais
Em um dia normal, o Mercado Central recebe cerca de 10 mil consumidores, segundo a Cooperativa de Permissionários e Locatários do Mercado Central (CoopCentral). Nos últimos dias, no entanto, esse número quase não chega a 5 mil, uma redução de 50%. "É um prejuízo enorme. Passamos o ano inteiro esperando pela alta estação e acontece isso", afirma José Aquino Paulino, presidente da CoopCentral.
Os cerca de 500 comerciantes do Mercado São Sebastião também estão sofrendo com a falta de clientes. No local, a queda na movimentação gira em torno de 30% a 40%, de acordo com o administrador do mercado, Firmo Bezerra. "Estamos funcionando normalmente, mas alguns empregados ainda têm sentido dificuldade para chegar". Firmo acrescenta que, por conta da baixa nas vendas, o volume de alimentos desperdiçados cresceu bastante. "São principalmente itens da época, que têm um pouca vida útil".
O comércio do Centro e de outros bairros sente os impactos dos acontecimentos violentos dos últimos dias. Com a falta de movimentação e o medo de novos ataques, o faturamento fica comprometido.
*** Informações com: Diário do Nordeste
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