quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Criminosos explodem bomba em viaduto no 9º dia de ataques nesta quinta-feira (10) no Ceará

Criminosos explodiram uma bomba na estrutura de um viaduto no Bairro Parangaba, em Fortaleza, na madrugada desta quinta-feira (10), 9º dia seguido de ataques no estado do Ceará. Com este atentado, subiu para 175 o número de ações criminosas confirmadas em pelo menos 43 dos 184 municípios cearenses.
O estado vive uma onda de ataques desde o dia 2 de janeiro, quando criminosos incendiaram ônibus, transportes escolares, veículos de prefeituras, prédios públicos e comércios na capital e no interior. A onda de violência é uma represália à ação do governo de acabar aumentar o rigor na fiscalização das unidades prisionais e acabar com divisão dos presos por facções nos presídios.
O governador Camilo Santana (PT) informou que chefes de facções criminosas que estavam presos no Ceará foram transferidos para presídios federais. A Secretaria da Segurança Pública comunicou que 239 suspeitos foram capturados por envolvimento nos ataques.
Entenda o que está acontecendo no Ceará O governo criou a secretaria de Administração Penitenciária e iniciou uma série de ações para combater o crime dentro dos presídios.
O novo secretário, Mauro Albuquerque, coordenou a apreensão de celulares, drogas e armas em celas. Também disse que não reconhecia facções e que o estado iria parar de dividir presos conforme a filiação a grupos criminosos.
Criminosos começaram a atacar ônibus e prédios públicos e privados. As ações começaram na Região Metropolitana e se espalharam pelo interior ao longo da semana.
O governo pediu apoio da Força Nacional. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de tropas; 406 agentes da Força Nacional reforçam a segurança no estado.
A população de Fortaleza e da Região Metropolitana sofre com interrupções frequentes no transporte público, com a falta de coleta de lixo e com o fechamento do comércio.
Onda de violência no Ceará afastou turistas e fez a ocupação hoteleira no estado cair de 85% para 65%.
9º dia de ataquesNa madrugada desta quinta-feira, os criminosos detonaram os explosivos na estrutura do viaduto por volta de 0h40 desta quinta. O impacto do explosivo deixou buracos na estrutura da parte inferior do equipamento. A explosão foi ouvida por moradores de outros bairros vizinhos, conforme a polícia.
Logo após o crime, a Força Nacional e o esquadrão antibombas da Polícia Militar foram acionados para reforçar a segurança no local. Uma equipe de engenheiros da Prefeitura de Fortaleza acionada ao local e está analisando a estrutura do viaduto no Bairro Parangaba. A área foi isolada pela polícia e uma estação do Metrô de Fortaleza foi fechada no início da manhã.
Conforme a polícia, o esquadrão antibombas já havia apreendido um material explosivo na estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na quarta-feira (10). O VLT fica próximo ao viaduto onde a bomba foi detonada.
Ônibus incendiadoAlém da explosão no viaduto, bandidos bandidos incendiaram um ônibus do transporte público na noite desta quinta-feira no Bairro Jardim Fluminense, em Fortaleza.
O coletivo estava no fim da linha, estacionado em frente a uma escola municipal, quando os suspeitos mandaram os ocupantes saírem do veículo. Os bandidos jogaram combustível no transporte e atearam fogo. Ninguém ficou ferido.
Motivação dos ataquesOs atentados começaram após uma fala do novo titular da Secretaria de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque, que afirmou que iria acabar a entrada de celulares nos presídios e encerrar a divisão de presos nas detenções conforme a facção criminosa a que pertencem.
O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, afirmou que a nomeação do novo gestor das unidades prisionais motivou o início dos ataques. Em pichações em prédios públicos e residências, os criminosos pedem a saída de Mauro Albuquerque. "A criminalidade já conhecia o trabalho dele", afirmou André Costa.
Em entrevista à GloboNews, o governador Camilo Santana comunicou que o estado "se preparou para o onda criminosa" e garantiu que será "duro" com a criminalidade dentro e fora dos presídios. O chefe do executivo comentou durante a entrevista que o momento difícil que o estado passa, devido à série de atentados, é "necessário" para garantir a segurança no futuro.
*** Informações com G1-CE
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