domingo, 2 de setembro de 2018

MC candidato a deputado aparece em vídeo cantando em baile com homens armados

O funkeiro Fabiano Baptista Ramos, conhecido como MC Tikão, que concorre a uma vaga como deputado federal pelo Solidariedade, será intimado a prestar esclarecimento após aparecer em imagens cantando no Baile da Gaiola, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. O vídeo mostra homens dançando com fuzis e pistolas nas mãos enquanto Tikão embala a multidão, com o dia claro. O delegado Rodrigo Freitas, titular da 22ª DP (Penha), disse que pretende ouvir o candidato no inquérito que apura a festa e que já possui cinco volumes.
O baile, que ocorre sempre aos sábados, é conhecido por ser frequentado por traficantes armados e tocar músicas de apologia ao tráfico de drogas. O inquérito da 22ª DP apura ainda se o evento é um ponto de encontro de chefes do Comando Vermelho (CV).
Ao comentar sobre a presença de homens armados durante a apresentação do funkeiro, o Freitas alegou que não havia como o MC não tê-los percebido.
— Como não viu? Ele é cego? — questionou o policial.
No baile, MC Tikão canta a música "Faixa de Gaza", do funkeiro MC Orelha, uma clara apologia ao tráfico de drogas que cita nomes de bandidos. Em vários trechos fala também da maior facção criminosa do Rio e comenta o uso de armas.
No vídeo feito no baile, um homem sem camisa, que está no alto do palco dançando, faz gestos. Ele simula que está retirando duas armas da cintura e aponta para a plateia. É ovacionado e, nesse momento, pega MC Tikão no colo.
No Facebook, o funkeiro se autodescreve assim: "Mc Tikão não faz apologia ao crime, não faz apologia ao tráfico, o Mc Tikão relata o que acontece nas comunidades."
Em nota, o advogado Leonardo Ferraz Cuerci, que representa o funkeiro diz que o MC foi contratado para se apresentar no 'Baile da Gaiola" e que no mesmo evento ocorreu a gravação do seu novo video clipe. Ao advogado, MC Tikão disse que não percebeu a presença de homens armados. Também frisou que não tem qualquer relação com facção criminosa. O funkeiro disse ainda que está à disposição das autoridades policiais parea prestar esclarecimentos.
Sobre o funk, que faz apologia ao tráfico, o advogado disse que MC Tikão cantou para atender a pedidos do públicos. Acrescentou ainda que cantou apenas um trecho da música e não citou o refrão que fala da facção criminosa.
O Baile da Gaiola chega a reunir mais de 30 mil pessoas e não tem autorização das autoridades. Em março deste ano, pelo menos 77 pessoas ficaram feridas durante uma correria que começou após tiros seres disparados.
Funkeiro já foi preso por associação para o tráfico
MC Tikão foi preso em outubro de 2017 suspeito de ligação com o tráfico de drogas da favela da Rocinha. Ele ficou um mês atrás das grades e foi solto em novembro do ano passado, após a Justiça ter negado a renovação de sua prisão temporária.
Apesar disso, continuou sendo investigado pela Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e foi indiciado por associação para o tráfico de drogas no início de junho deste ano. No fim do mês, Fabiano foi denunciado pelo mesmo crime pelo Ministério Público estadual. A denúncia ainda não foi aceita pela Justiça.
Tikão é acusado de ter ajudado na fuga do traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, em setembro do ano passado, quando as Forças de Segurança iniciaram uma operação para tentar conter a guerra pelo controle do tráfico na Rocinha.
De acordo com as as investigações da Dcod, Rogério fugiu da comunidade da Zona Sul do Rio na garupa da moto pilotada por Fabiano. Ainda de acordo com o inquérito, o funkeiro é íntimo do traficante e participou de reuniões de sua quadrilha. Além disso, ficou em algumas situações com armas de Rogério 157, tendo feito disparos de arma de fogo durante bailes funk.
*** Informações com Extra
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