domingo, 8 de abril de 2018

Imprensa brasileira foi agredida por militantes em manifestações de apoio a Lula.

Depois da decisão do juiz Sérgio Moro de determinar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresente à Polícia Federal para iniciar o cumprimento da pena, jornalistas que trabalhavam nessa cobertura foram agredidos e ameaçados por pessoas contrárias ao pedido de prisão. Foram registrados casos em Brasília e em São Paulo.
Na capital paulista, um homem atingido por um caminhão após ser empurrado está internado no hospital com traumatismo craniano. Ele chamou petistas de "ladrões", na porta do Instituto Lula, e foi jogado contra o veículo por um homem não identificado.
Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) informou que em frente à sede da Central Única dos Trabalhadores(CUT) na capital federal, pelo menos 30 manifestantes avançaram sobre um carro do 'Correio Braziliense' e quebraram um dos vidros do veículo. Ninguém foi ferido. A Polícia Civil do DF foi informada do ocorrido e a equipe registrou ocorrência na Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado.
Um dos manifestantes ameaçou uma equipe do SBT. Um fotógrafo da Reuters também foi hostilizado e teve de deixar o local. Os profissionais estavam no local para cobrir o protesto convocado pela CUT-DF em defesa de Lula.
Um jornalista da agência 'Estadão Conteúdo' foi atingido com ovos em São Bernardo do Campo (SP) ao registrar manifestações em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para onde o ex-presidente se dirigiu no início da noite. O agressor vestia uma camiseta da CUT. Um carro da Band News teve os vidros quebrados.
Também em São Bernardo, a jornalista Sonia Blota, da TV Bandeirantes, foi atingida por ovos. Em sua conta no Twitter, ela postou: "Tenho orgulho da minha militância política na época da faculdade e, já na profissão, sempre zelei pela informação sem tendências. Infelizmente tomei uma ovada de militantes do PT que gritavam "mídia golpista”. Que pena! Logo com uma profissional que sempre lutou contra a censura".
Na nota, a Abraji repudia os ataques aos jornalistas: "A Abraji repudia as agressões e hostilidades às equipes do Correio Braziliense e do SBT, ao fotógrafo da Reuters e a Nilton Fukuda. A violência contra profissionais da imprensa é inaceitável em qualquer contexto. Impedir jornalistas de exercer seu ofício é atentar contra a democracia. Os autores devem ser identificados e punidos pelas autoridades".
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais, emitiram uma nota de repúdio contra o ocorrido. Segundo o texto, "essa violência injustificável e covarde decorre da intolerância e da incapacidade de compreender a atividade jornalística, que é de levar informação aos cidadãos".
LEIA A NOTA - (..) "A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais repudiam com veemência as agressões e hostilidades ocorridas desde a noite desta quinta-feira (5) contra jornalistas que trabalham na cobertura de eventos relacionados à decretação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Toda essa violência injustificável e covarde decorre da intolerância e da incapacidade de compreender a atividade jornalística, que é de levar informação aos cidadãos. Além de atentar contra a integridade física dos jornalistas, os agressores atacam o direito da socieade de ser livremente informada.
A ABERT, a ANER e a ANJ se solidarizam com os profissionais e as empresas vítimas das agressões e hostilidades e esperam que todosos fatos sejam apurados pelas autoridades responsáveis, com a punição dos agressores, nos termos da lei.
A liberdade de imprensae o direito à informação são básicos na sociedade democráticas, e estão sendo desrespeitados pelo autoritarismo dos agressores. Todos aqueles que prezam a democracia precisam se colocar contra esses lamentáveis episódios e se mobilizar para que não voltem a ocorrer. Sem jornalismo,não há democracia".
*** Informações com O Globo
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