domingo, 18 de março de 2018

Uma história de amor e resistência escrita à velha máquina de escrever.

Conversar é com ele mesmo, principalmente se o assunto for máquinas de escrever, uma paixão e ofício que conserva há quase 50 anos, apesar de não gerar mais lucro. “As máquinas de escrever só não são mais fabricadas porque é quatro vezes mais caro do que fabricar uma impressora”. As estantes estão sempre cheias de vários modelos e ele conta com entusiasmo a história de cada uma, com destaque para as da tradicional marca Olivetti. “A fita de uma máquina dessa vai e volta, dura é tempo”.
Pioneiro no ramo das máquinas em Fortaleza, sua resistência vem do amor pelo que faz. Aldenor chegou à capital nos anos 60 e conta com maestria as histórias que viveu, principalmente quando morava no centro da cidade. “O centro era uma beleza em 61, todo mundo morava aqui. O divertimento daquela época era sair para assistir televisão no Abrigo Central da Praça do Ferreira. Fortaleza era uma beleza, 1/5 do que é hoje”.
Antes de sua chegada, ele já trabalhava no ramo em Parnaíba, no Piauí. Nos tempos de ascensão da datilografia, o aluguel de máquinas de escrever estava no auge do negócio. Sobre o mercado de hoje, comenta que “é 2% do que era antigamente. Houve um período na década de 70 que isso aqui foi sucesso”.
Apesar da paixão pelo que faz e da resistência que já dura décadas, não sabe se vai continuar por muito mais tempo. Por outro lado, é possível perceber que esse laço não vai ser quebrado facilmente. Seu Aldenor é uma dessas pessoas que nunca deixou-se seduzir pela informática: além das máquinas, basta olhar para seu telefone fixo de modelo bem antigo e suas notas fiscais todas datilografadas.
Apesar do anacronismo e da redução drástica da clientela, engana-se quem acha que ninguém mais procura esse tipo de serviço. São poucas, mas ainda há quem prefira as máquinas de escrever e procure a loja para reparar ou mesmo comprar uma máquina de Aldenor.
A loja não dá mais lucro e a cidade também se transformou – hoje ele mora na Aldeota -, mas Aldenor de Souza resiste: com firmeza, garante que sua casa é a única da rua em meio a tantos prédios e que vai todos os dias a pé até o trabalho. O centro é o seu lugar e as máquinas são a sua razão. Há 50 anos e contando…
Serviço: - Loja das Máquinas - Rua do Rosário, 125 – Centro - Contato: (85) 3226.3436

Funcionamento: Segunda à sexta – 8h ás 17h30 | Sábado – 8h às 13h
*** Informações com Tribuna do Ceará
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