quarta-feira, 21 de março de 2018

Secretários e ministros têm 18 dias para deixar cargos; saiba quem deve participar destas eleições de 2018.

Com João Dória (PSDB) vencendo as prévias da legenda e se consolidando como o nome mais forte dos tucanos ao Governo do Estado de São Paulo, o prefeito paulista deve renunciar ao cargo que ocupa atualmente no Executivo até 7 de abril. A tendência é que, até lá, o companheiro de sigla e pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) também faça o mesmo, e deixe o Palácio dos Bandeirantes. Contudo, os psdbistas não serão os únicos.
A 18 dias para o fim do prazo de desincompatibilização eleitoral, a disputa nas urnas em outubro começa a ganhar traços mais concretos. Seja na esfera federal, estadual ou municipal, parlamentares e chefes do executivo se movimentam para estarem aptos às eleições. Enquanto isso, governantes precisam tapar os buracos deixados na equipe de governo e tentam dar algum ritmo à gestão na reta final do mandato. Ronaldinho Gaúcho se filia ao PRB, partido ligado à Igreja Universal
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O que diz a lei Conforme as regras do direito eleitoral, cada cargo eletivo prevê prazos próprios a serem cumpridos, variando de três a seis meses exigidos de afastamento, que pode ser definitivo ou temporário.
No geral, secretários e ministros precisam ficar seis meses fora da gestão para concorrer aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. Já parlamentares não precisam se licenciar para novas disputas ao mesmo cargo. A mesma regra é aplicada a presidentes e governadores em busca da reeleição. No entanto, se a pretensão é ocupar outro cargo, o afastamento por seis meses é obrigatório. É o caso da dupla paulista.
De saídaNo Ceará, as principais mudanças no quadro governamental irão ocorrer com a saída de secretários. Ao menos seis aliados do prefeito Roberto Cláudio (PDT) devem sair em busca  de vaga no parlamento. No Estado, o governador Camilo Santana (PT) também deve sofrer o mesmo número de baixas. O próprio petista irá em busca de reeleição. Contudo, pelas normas eleitorais, não precisará se afastar do Palácio Iracema.
Enquanto na política regional os futuros candidatos estão deixando para anunciar a saída do governo no prazo final, a mudança na administração federal já começou. Nos últimos meses, o presidente Michel Temer (MDB) viu cinco ministros deixarem pastas. No Trabalho e nas Cidades, Ronaldo Nogueira (PTB) e Bruno Araújo (PSDB) cederam seus lugares. Saíram ainda Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio).
Pré-candidatos na gestão Roberto Cláudio (Prefeito de Fortaleza) - Evaldo Lima (PC do B), secretário da Cultura. Deve se candidatar à vaga na Assembleia Legislativa
Mosiah Torgan (DEM), secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Vai tentar se eleger deputado estadual
Queiroz Filho (PDT), chefe de Gabinete. É um dos nomes cotados para uma vaga a deputado estadual
José Albuquerque (PP), secretário da Regional VI. Deve se candidatar a deputado federal
Antônio Henrique (PDT), secretário da Regional III. Analisa a candidatura à AL 
Alexandre Pereira (PPS), secretário do Turismo. Deve tentar vaga ao legislativo federal ou estadual.
Pré-candidatos na gestão CamiloDedé Teixeira (PT), secretário do Desenvolvimento Agrário. Deve tentar se reeleger como deputado estadual
Mauro Filho (PDT), secretário da Fazenda. Vai tentar vaga na Câmara dos Deputados
Jesualdo Farias (PPS), secretário das Cidades. Vai tentar vaga de deputado federal
Nicolle Barbosa (PSC), presidente da Agência do Desenvolvimento do Ceará (Adece). Vai buscar vaga como deputado federal
Josbertini Clementino (PDT), secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social. Vai tentar se eleger deputado estadual
Fernando Santana (PT), chefe de gabinete adjunto do governador. Deve tentar se

eleger deputado estadual.
Pré-candidatos na gestão TemerHenrique Meirelles (PSD), ministro da Fazenda. É cogitado na disputa à Presidência
Aloysio Nunes, das Relações Exteriores. Cotado para disputar vaga de presidente
Marx Beltrão (MDB), do Turismo. Irá tentar vaga no Senado
Blairo Maggi (PP), da Agricultura, candidato à reeleição no Senado
Sarney Filho (PV), do Meio Ambiente. Pode disputar vaga no Senado
Leonardo Picciani (MDB), do Esporte. Deve tentar vaga ao Senado
Maurício Quintella Lessa (PR), dos Transportes. Deve se candidatar ao Senado
Mendonça Filho, da Educação. Confirmou que irá se candidatar, mas não anunciou o cargo
Ricardo Barros (PP), ministro da Saúde. Deve disputar reeleição ao parlamento federal
Fernando Coelho Filho (sem partido), de Minas e Energia. Tentará reeleição a deputado
Gilberto Kassab (PSD), ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Cogitado na disputa ao Governo de São Paulo.
*** Informações com Igor Cavalcante via Jornal O Povo
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