sábado, 31 de março de 2018

Com remédios até 2,8% mais caros, saiba como economizar

O Governo Federal autorizou reajuste de até 2,84% nos preços de cerca de 19 mil remédios a partir de hoje. O aumento foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira, 29. A alta será de 2,09%, 2,47% ou 2,84%, de acordo com o tipo de medicamento. Embora este seja o menor índice em dez anos, o reajuste não deixa de pesar no bolso do consumidor, principalmente, de quem faz uso contínuo dos produtos.
Para economizar, o primeiro passo é pesquisar os preços das farmácias físicas e online. O site e aplicativo Consulta Remédios, por exemplo, ajuda nessa tarefa. Por meio da plataforma, é possível comparar os preços dos medicamentos em milhares de farmácias online que entregam em domicílio. Também permite a busca por genéricos e remédios similares, mais baratos.
Paulo Sion, CEO da empresa, explica que esses são os dois pontos-chave da economia: o cruzamento de preços e a possibilidade de comparar também pelos medicamentos que podem substituir os remédios de referência. “A gente consegue fazer a comparação de preços a cada meia hora e identificar as promoções. Com isso, às vezes, o cliente consegue uma economia de até 900% em alguns remédios”, explica.
Para quem vive em Fortaleza, o ponto negativo do site é que ele não tem redes cearenses entre as farmácias cadastradas. Sion explica que isso é decorrente do fato de que mesmo as maiores lojas do Estado não têm uma estrutura de e-commerce estruturada. A Pague Menos já embarcou na venda online, mas ainda não consegue atender todo o País. Além disso, quem faz uso de remédios que exigem a retenção de receita na farmácia não podem comprar na internet.
Para os que não têm condições de comprar com antecedência os remédios pela internet, a dica é acumular folhetos de diferentes redes de farmácias e ficar atento a promoções. Às vezes, vale a pena investir em medicamentos para dois ou três meses pelo desconto na compra conjunta. Redes maiores normalmente conseguem fazer preços mais em conta.
A professora de Ciências Econômicas e Finanças da Universidade Federal do Ceará (UFC) de Sobral, Alessandra Araújo, afirma que o uso de sites de comparação de preços online é uma alternativa, mas não a única. “Como não dá para fugir dos remédios, a gente tenta fugir da inflação”.
Ela diz que o Sistema Único de Saúde (SUS) é para todos. “O primeiro conselho que eu dou é que, quem precisa tomar os mesmos remédios todos os meses, procure um posto de saúde. O SUS é universal, todos têm o direito”, defende.
Vale lembrar que os preços de todos os remédios não vão subir automaticamente. Algumas redes de farmácia podem optar por segurar os valores atuais por mais tempo e fazerem uma mudança gradual. Para ficar informado disso, o cadastro em programas de fidelidade pode ser útil.
MEDICAMENTOS DICAS PARA ECONOMIZAR
1 Se você faz uso contínuo de medicamentos que não exigem a retenção de receita, vale se programar e comprar remédios em farmácias online com antecedência. A internet permite uma pesquisa mais rápida e eficaz de preços. Os sites costumam ter promoções relâmpagos, de apenas um dia ou um fim de semana, por exemplo.
2 Utilizar sites e aplicativos que fazem a comparação de preços garante a economia também de tempo. O aplicativo Consulta Remédios (disponível para Android e iOS) permite, além da busca individual do preço dos remédios, a criação de listas. Assim, você pode ver qual farmácia oferece o menor preço da soma de todos os medicamentos que serão comprados.
3 Se só puder comprar em farmácia física, uma boa dica é pegar os folhetos de preços, seguir as lojas nas redes sociais e se cadastrar para receber informações de promoções.
4 Cadastre-se em programas de fidelidade. Embora todos possam ter o CPF cadastrado, fazendo com que o “preço real” dos produtos seja o oferecido após o desconto, há alguns programas que acumulam pontos para trocar por prêmios ou descontos.
5 Há alguns remédios contínuos que estão na lista dos oferecidos de graça ou com desconto nas farmácias do Trabalhador ou em redes conveniadas. Há também a possibilidade, para quem está com a renda apertada, de buscar uma consulta na rede pública para receber o remédio gratuitamente.
*** Informações com Letícia Alves via Jornal O Povo
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