segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Africanos dominam a São Silvestre; brasileiros admitem mudar treinamento

Os atletas africanos que subiram ao pódio na 93° Corrida Internacional de São Silvestre consideraram a prova boa, apesar dos desafios que os 15 quilômetros (km) do percurso exige dos atletas. “Não nada fácil, ano passado estava insegura, por isso treinei e estava confiante este ano, mas não foi fácil”, admitiu a campeã da prova feminina a queniana Flomena Cheyech Daniel. “Estou muito feliz de ter sido a campeã”. Ano passado a atleta ficou em segundo lugar na competição.
A terceira colocada na prova, a etíope Birhane Dibara Adugana, destacou o piso molhado. “Foi difícil, porque o piso estava molhado, mas no todo foi uma prova boa”. A segunda colocada, etíope Sintayehu Lewetegn HaileMichael, elogiou a organização da São Silvestre. “Gostaria de agradecer a organização, a competição foi muito boa para mim, e estou muito feliz com a posição”.
Focar mais no treino em 2018 está nos planos da brasileira melhor colocada na São Silvestre, Joziane Cardoso. Ela ficou com a décima segunda posição na corrida. “As quenianas que vem são as top. Precisamos é fazer uma priorização. Eles treinam em local com altitude e, se fizermos um trabalho diferenciado, pode ser que a gente consiga quebrar essa hegemonia”, disse.
Apesar de não ter subido ao pódio, Joziane gostou do resultado. “Estou feliz por ter sido a primeira brasileira, este ano tenho obtido boas colocações. Foi muito bom fechar com a São Silvestre. Ano que vem vou focar para estar entre as cinco”, prometeu a atleta.
O vencedor da prova masculino, o etíope Dawit Fikadu Admasu, agradeceu a torcida brasileira. “Treinei muito forte pela prova. Agradeço a Deus e ao público que torceu bastante durante o percurso”. Segundo ele, os treinos dos africanos em regiões altas faz a diferença para obter bons resultados. “Acredito que a altitude que faz a diferença no nosso treinamento”, destacou.
O vice-campeão, o etíope Belay Tilahun Bezabh, considerou a prova boa e agradeceu ao treinador. Já o queniano Edwin Kipsang Rotich, que conquistou o terceiro lugar, disse que foi uma das provas mais fortes das quais já participou. Ele chegou a cair quando completava o oitavo quilômetro.
“Não foi nada bom, mas levantei rápido e vi que tinha que ir atrás dos outros atletas. Eu não sei o que aconteceu, porque tinha muitos atletas próximos, foi tudo muito rápido”, disse. “Esta é a quarta prova que participo, e foi uma das mais fortes para mim, mas foi muito boa”.
O brasileiro melhor posicionado na corrida, Ederson Vilela Pereira, concorda que é preciso diferenciar os treinamentos para alcançar o pódio. “Temos que repensar para 2018, e colocar algum brasileiro no pódio. Temos que nos preparar melhor, ver no que estamos errando, para no próximo ano estarmos melhor”. Para o atleta, que ficou em 11º lugar, o começo da prova foi a mais difícil. “Foi um começo forte, como todos os outros, só que não consegui acompanhar o ritmo inicial deles, vou levar para 2018 mais um aprendizado”.
O tempo ajudou os corredores na manhã de hoje (31). O início da prova foi com chuva fina e temperatura de 19 graus Celsius (°C), de acordo com Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da capital paulista.
*** Informações com Agência Brasil
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