sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, Zico fala sobre a corrupção em associações de futebol.

Zico caminha com dificuldade, mancando, pelo Centro de Futebol Zico (CFZ), sua agremiação esportiva para crianças e adolescentes, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Quem acompanha a carreira deste gigante do futebol brasileiro já sabe o motivo: o joelho foi maltratado durante anos por entradas desleais de adversários.
Mas o que ele mais lamenta nesta entrevista à ISTOÉ não é a dor e, sim, a corrupção em associações como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Aos 64 anos, Zico faz gols, agora, no YouTube: seu canal Zico 10, no qual entrevista pessoas do esporte e outras áreas, já teve mais de 6 milhões de visualizações e conta com 300 mil inscritos em apenas seis meses. O ex-craque e ex-técnico acha que os brasileiros podem ter a chance de se vingar do fiasco que foi a Copa de 2014. Se tudo continuar como está, segundo ele, estaremos na final.
Há muita corrupção no futebol?
A corrupção invadiu o Brasil. No futebol, não vem de agora, mas de muito tempo. O Brasil está cheio de políticos que só pensam neles mesmos, nos interesses deles. Mas também temos culpa por fazermos escolhas erradas. O que eu acho é que o (presidente Michel) Temer perdeu uma grande oportunidade de tomar uma decisão fundamental quando saiu a Dilma (Rousseff): reunir todo mundo e realizar novas eleições. Não tinha outra medida pra ele tomar.
Os atletas de gerações anteriores, como o sr., não poderiam ter denunciado os esquemas ilegais que estão aparecendo agora?
Não tem como bater de frente. Essas entidades têm seus estatutos que não permitem sequer que o atleta seja candidato a dirigente. Só eles, que estão no comando, poderiam mudar. Então, tem que torcer pra uma alma bendita chegar lá e mudar isso.
Qual é a sua relação com a Confederação Brasileira de Futebol?
Venho brigando com essa entidade desde 1989. Fui criticado e processado pelo presidente da CBF, que era o Ricardo Teixeira, porque eu disse que a Copa do Brasil, naquele ano, era um caça-níquel. Ele perdeu a causa. Hoje, os dirigentes da CBF estão envolvidos em denúncias sérias. O Teixeira está indiciado, o (José Maria) Marin está preso, o Marco Polo Del Nero, cheio de acusações relativas a corrupção. Será que só existem esses nomes para comandar o mundo do futebol? Cara, não é possível. Se não tivessem descoberto a corrupção, o Joseph Blatter estaria até hoje no comando da Fifa. No COB (Comitê Olímpico Brasileiro) acontece a mesma coisa: o (Carlos Arthur) Nuzman ficou anos e anos e ainda estaria no comando se não fossem as descobertas da Lava Jato.
Por que decidiu abrir um canal no YouTube?
Acho que sou bom de bater papo. Os convidados contam histórias engraçadas, falam de suas vidas, coisas que, sei, não falariam a jornalistas. Acho que hoje, no futebol, está havendo uma preocupação muito grande de se resguardar porque qualquer coisa que o jogador fala vira polêmica. No canal Zico 10 eles ficam à vontade.
*** Informações com maiores detalhes na Revista IstoÉ
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