sábado, 4 de novembro de 2017

Os extremos que espantam; pesquisas apontam Lula e Bolsonaro na liderança.

Faltando um ano para a eleição presidencial, dois nomes de extremos opostos ocupam a liderança nas pesquisas: o ex-presidente Lula, que de repente deu uma guinada à esquerda e aprofundou ainda mais seu discurso divisionista de “nós” e “eles”, e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), ex-­militar de ideias ultraconservadoras e discurso calibrado para o insulto. No mais recente levantamento do Ibope, Lula tem 35% dos votos, contra 13% de Bolsonaro. Entre um extremo e outro, há 52% do eleitorado, que não sabe em quem votar, diz que votará em branco ou se divide entre vários outros nomes. Esses eleitores, que se assustam com as opções mais radicais, são o motor da busca mais frenética da política atual: a tentativa de encontrar um nome situado mais ao centro do espectro ideológico, como ocorreu na França com Emmanuel Macron, cuja campanha, em apenas um ano, saiu do nada para o triunfo (veja entrevista com seu estrategista, Guillaume Liegey).
Nos últimos dias, dois nomes que rondam as especulações para ocupar o espaço entre os extremos apareceram até unidos numa chapa só. O apresentador Luciano Huck, que trabalha na Rede Globo, surgiu como candidato a presidente, tendo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como candidato a vice-presidente. “Vice é até interessante”, brincou Meirelles, cuja intenção real é ocupar a cabeça de chapa, como adiantou em entrevista a VEJA. “Sou presidenciável”, confirmou. “Política social é importante como complementação e distribuição de renda, mas não vai resolver o problema social do Brasil. Estou preparado para enfrentar os discursos populistas. Esse será o desafio do candidato de centro.” Na entrevista, cuja íntegra pode ser acessada no site de VEJA, o ministro afirmou que, caso decida mesmo concorrer, não deixará a disputa mesmo que Lula, seu antigo chefe, consiga manter sua candidatura apesar das denúncias na Lava-Jato. Meirelles está certo de que o radicalismo de agora será superado, quando chegar a hora da votação, por um nome de conciliação, de acomodação de interesses diversos.
Filiado ao PSD, Meirelles trabalha para ser o candidato escolhido pelo governo para representá-lo nas urnas em 2018. A ideia é ter os benefícios da máquina pública e o tempo de TV de partidões como PMDB, mas apresentar-se como um quadro técnico, diferente da política tradicional. Para convencer no figurino, Meirelles se dirá fiador do crescimento registrado no mandato de Lula e responsável direto pela recuperação da economia sob Temer. Ou seja: um agente apartidário, a serviço do país. Se vai dar certo, são outros quinhentos.
Luciano Huck, que aparece nas pesquisas com 5% das intenções de voto, empatado com o governador Geraldo Alckmin, nunca se declarou candidato, mas sempre se coloca no jogo político e tem conversado com vários partidos — o Partido Novo, a Rede, o DEM e o PPS, sem tropeçar em barreiras ideológicas. Escreveu Huck, em artigo recente publicado no jornal Folha de S.Paulo: “Esquerda ou direita, isso deveria importar menos — precisamos das duas pernas”. Embalado pelo bom-mocismo e pela projeção que a televisão lhe dá, Huck tem uma equipe de conselheiros estrelada, na qual figuram nomes como Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Ilona Szabó, especialista em segurança pública e fundadora do Agora!, movimento criado com o objetivo de perseguir a “renovação política”. Huck já se reuniu pelo menos quatro vezes com integrantes do Agora!, ocasiões em que, segundo os presentes, “mais ouviu” do que falou e demonstrou curiosidade sobre processos mais ágeis e transparentes de financiamento e gestão pública. Ele também se aliou ao grupo de empresários que é liderado pelo paulistano Eduardo Mufarej e que patrocina o RenovaBR, uma espécie de incubadora para jovens que queiram entrar na política e que oferece, além de bolsas de 5 000 a 12 000 reais, capacitação sobre gestão pública e funcionamento dos três poderes.
A batalha pelo “Macron brasileiro” ganhou fôlego na exata medida em que perdeu ritmo a candidatura de João Doria, prefeito de São Paulo. No meio político, tornou-se consenso que o prefeito queimou a largada e se desgastou dentro do PSDB, ao mesmo tempo em que se desfazia o equívoco segundo o qual o eleitorado quer um candidato jovem ou não político (veja mais). Quem se beneficiou do esvaziamento de Doria, até agora, foi Geraldo Alckmin — que pode cometer muitos erros, mas cuja experiência política o imunizou contra o equívoco da precipitação cometido por seu pupilo. “O caminho se faz ao andar”, disse o governador a VEJA. “Nunca busquei o atalho do radicalismo. Não creio no discurso populista, com ódio e autoritarismo.”
*** Informações com maiores detalhes na Revista Veja
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