domingo, 8 de outubro de 2017

Em troca de benefícios, congressistas prometem enterrar segunda denúncia contra Temer.

Na semana em que o fisiologismo desavergonhado atingiu o seu ápice, parlamentares de todos os matizes se dirigiram ao gabinete presidencial munidos de uma lista quilométrica de pedidos. Está tudo dominado: em troca do atendimento de seus pleitos individuais, os congressistas prometem enterrar a segunda denúncia contra Michel Temer. É o que acontecerá.
O retrato mais bem acabado do fisiologismo político foi escancarado nas movimentações da última semana, quando uma romaria de parlamentares – mais de 40 num único dia – participou de convescotes com o presidente Michel Temer e, de pires na mão, lançou-se à barganha, esporte predileto praticado em Brasília nos tempos recentes. Ou seja, exercitaram o toma lá, dá cá velho de guerra, marca patenteada da política brasileira.
Para enterrar a segunda denúncia contra Temer, cujo destino está novamente nas mãos do Congresso, deputados de quase todas as colorações partidárias, acostumados a se moverem ao sabor de suas conveniências, apresentaram extensas listas de pedidos. Sem sequer corar a face. Desde criações de universidades, em seus redutos eleitorais, até a solicitação de camisas de times de futebol destinadas às pelejas de fim de semana do eleitorado.
A agenda palaciana ficou pequena para abrigar tantos compromissos. Na terça-feira 3, foram aproximadamente 12 horas de audiências com os parlamentares. Oficialmente, compareceram nada menos do que 34 deputados. Como alguns encontros ocorreram de forma extra-oficial, como o do deputado Édio Lopes (PR-PR), integrante da Comissão de Constituição de Justiça, há quem calcule que a senha de espera para ser recebido no gabinete presidencial possa ter chegado ao número 50.
Inaugurava-se ali a mesma prática lançada mão em meio ao exame da primeira denúncia contra o presidente. Naquela ocasião, Temer autorizou o pagamento de mais de R$ 2 bilhões em emendas parlamentares. Além disso, distribuiu cargos a aliados e baniu com a perda de postos de trabalho na Esplanada quem votou a favor da admissibilidade da denúncia. A tática funcionou. Os deputados barraram a denúncia de corrupção oferecida por Rodrigo Janot com sobras. No final da sessão na Câmara, o placar registrava 263 votos a favor de Temer e 227 contra.
A história se repete. Desta vez, com um detalhe que embute mais risco: o governo está com o caixa praticamente zerado para liberar novas emendas individuais, o que indica uma posição mais delicada em relação ao quadro que antecedeu a primeira acusação. Pior: algumas emendas que o Planalto prometeu empenhar na peleja anterior não foram quitadas até hoje. O próprio vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), ainda não teve seu pleito atendido. “Acredito que, com a entrada de dinheiro em caixa, será liberada”, minimiza ele.
“Torpe e imoral”Um sintoma disso foi a virulência com que Temer, por meio de seus advogados, partiu para o mais duro ataque contra o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Na peça de 89 páginas, entregue à Câmara, na quarta-feira 4, os advogados classificaram de “torpe” a segunda denúncia de Janot contra o peemedebista. “A obsessão de Rodrigo Janot, seu mal agir, foi antiético, imoral, indecente e ilegal!”, afirmaram os criminalistas. O documento foi subscrito pelos advogados Eduardo Pizarro Carnelós e Roberto Soares Garcia e endereçado ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
Os advogados do presidente atribuíram ao ex-procurador-geral da República “métodos sórdidos” e “ímpeto golpista”. Disseram, ainda, que o ex-chefe do Ministério Público Federal vive seu ocaso e promoveu “indecorosa concorrência” entre as delações do doleiro Lúcio Funaro e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.
Não apenas para seus defensores, como também para Temer e seus auxiliares mais próximos, a delação de Joesley Batista da JBS acabou sofrendo o chamado “efeito bumerangue”. Ou seja, enquanto, no Planalto, todos aguardam a vitória de Temer na votação da Câmara, apesar de toda a sorte de tentativas de apeá-lo do cargo, Joesley e o executivo Ricardo Saud, da J&F, amargam a prisão por violação do acordo de colaboração com o Ministério Público Federal. Uma total reversão de expectativas.
*** Informações com Revista IstoÉ.
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