quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ceará tem o maior índice de assassinatos de adolescentes do país, aponta Unicef

Ceará é o estado que mais mata adolescentes em todo o Brasil, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (11) pela Unicef, agência da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo do escritório mostra o Índice de Homicídios de Adolescentes (IHA) em relação à população do estado, com dados de 2014.
Conforme a Unicef, o índice no Ceará é 8,71; em segundo lugar no ranking negativo aparece Alagoas, com 8,18. O número de adolescentes mortos no Ceará em proporção à população é quase 10 vezes maior que o do estado que aparece com o índice mais baixo, Santa Catarina, com 0,93.
Conforme a Unicef, em 2014, os adolescentes do sexo masculino tinham um risco 13 vezes superior ao das adolescentes do sexo feminino; e os adolescentes negros, um risco 2,88 vezes superior ao dos brancos. O risco de ser morto por arma de fogo é 6,11 vezes maior do que por outros meios.
O estudo da Unifec cita também uma pesquisa desenvolvida em parceria com a Assembleia Legislativa do Ceará que aponta que adolescentes negros têm chances maiores de serem assassinados.
"As vítimas [no Ceará] eram, em grande maioria, meninos (97,95%) e negros ou pardos (65,75%), moradores das periferias. Os adolescentes assassinados eram, em sua maioria, pobres – 67,1% viviam em lares com renda familiar entre um e dois salários mínimos – e 70% estavam fora da escola há pelo menos seis meses", aponta o relatório.
Em Fortaleza, ainda segundo o estudo, metade dos homicídios de adolescentes aconteceu em média a 500 metros da casa da vítima.
Índice de assassinatos
O Índice de Homicídios na Adolescência é elaborado em parceria entre a Unicef, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj).
Com o monitoramento dos homicídios por meio do IHA, Unicef e seus parceiros pretendem apoiar o planejamento e a avaliação de políticas públicas, tanto municipais quanto estaduais e federais, para enfrentar o problema e salvar a vida dos adolescentes.
Informações com: G1

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