sexta-feira, 26 de maio de 2017

Baleado no protesto em Brasília é aposentado de 61 anos

O homem baleado no protesto de ontem em Brasília, que pedia a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e eleições diretas, é o aposentado Carlos Geovani Cirilo, de 61 anos. Morador de Belo Horizonte e filiado à Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), Cirilo foi atingido por um disparo de arma de fogo no maxilar. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, ele está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de trauma do Hospital de Base, na capital federal, e seu estado de saúde é considerado grave.
A União Geral dos Trabalhadores de Minas Gerais (UGT-MG) publicou em seu site uma nota segundo a qual os militantes da Asthemg só souberam que o aposentado havia sido baleado depois que ele não retornou ao ônibus no horário combinado para volta a Belo Horizonte. De acordo com a UGT, que atribui à polícia o tiro que atingiu Cirilo, familiares dele viajaram da capital mineira a Brasília para acompanhar seu tratamento.
Durante o conflito entre manifestantes e policiais militares ontem, foram registradas imagens de três PMs empunhando e fazendo disparos com armas de fogo (foto abaixo). Um vídeo publicado pelo site do jornal O Globo mostra um dos agentes indo de encontro aos manifestantes e atirando para o alto seguidas vezes. Outro, também armado, atira em direção aos militantes. Fotos também flagraram o momento em que um terceiro policial agrediu o fotógrafo do jornal O Globo André Coelho, sacou sua pistola e disparou contra o chão.
A Secretaria de Segurança e Paz Social do Distrito Federal afirma que abrirá inquérito para investigar a conduta dos PMs que usaram armas de fogo no conflito. “Este procedimento não é adotado em manifestações. Os incidentes e as responsabilidades serão apuradas”, diz a pasta.
Por meio de nota divulgada ontem, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), disse que “a Polícia Militar do Distrito Federal agiu de acordo com o Protocolo Tático Integrado, assinado pelos governos federal e distrital, no mês passado, em que a segurança dos prédios públicos federais ficou sob a responsabilidade da União. Em todas as 151 manifestações nos últimos dois anos, as forças de segurança federal e distrital agiram de maneira integrada e colaborativa. Em todas as ocasiões a Polícia Militar agiu com eficácia e eficiência, demonstrando estar plenamente apta ao regular desempenho de sua missão constitucional. Eventuais excessos serão rigorosamente apurados”.
Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança, Vitor Rodrigues Fregulia, de 21 anos, teve ferimentos graves na mão ao tentar atingir um policial com um rojão, que explodiu em suas mãos.
O protesto contra Michel Temer terminou com 49 pessoas feridas (41 militantes e 8 policiais militares) e oito presas, conforme a Secretaria de Segurança. De acordo com a gestão Rollemberg, 45.000 pessoas participaram do ato. Segundo os movimentos sociais e centrais sindicais que organizaram o protesto, havia 150.000 pessoas na Esplanada dos Ministérios.
De acordo com a SSP, três manifestantes foram presos por porte de drogas e porte de arma branca, um por porte de arma branca, dois por resistência e pichação, um por lesão corporal e resistência e um por desacato, todos encaminhados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Prejuízo milionário Os prejuízo do governo federal com a depredação em prédios de dez ministérios e até furtos de equipamentos ultrapassa a casa de 2 milhões de reais. Em alguns ministérios houve paralisação parcial de trabalhos nesta quinta-feira para perícia e cancelamento de compromissos por causa dos danos.
VEJA enviou a todos os ministérios pedidos de informação sobre casos de depredação e custos de reparo, mas nem todos responderam até a última atualização desta reportagem. A soma parcial é de 2.250.746, 95 reais. Depois de todos os prejuízos serem estimados, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai ajuizar ação de cobrança para ressarcimento aos cofres públicos contra as centrais sindicais que convocaram a manifestação.
*** Informações com Revista Veja
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