quarta-feira, 12 de abril de 2017

O ex-presidente e Senador, José Sarney tem aposentadoria de R$ 73 mil mensais

O ex-presidente da República e Senador, José Sarney (PMDB), entrou na justiça com um pedido para manter a sua tripla aposentadoria de R$ 73 mil por mês, valor que é mais que o dobro do teto constitucional para um servidor público no Brasil, hoje fixado em R$ 33,7 mil. Segundo as grandes mídias, a Justiça Federal o condenou a devolver aos cofres públicos tudo o que recebeu acima deste teto desde 2005, porém o Estado “perdeu o prazo” para a cobrança.
Com a aposentadoria garantida, o ex-presidente acumula uma pensão no valor de mais de R$ 30.400,00 como ex-governador do Maranhão e outra de mais de RS 14.200,00 como servidor aposentado do Tribunal de Justiça maranhense, e mais quase RS 30.000,00 como ex-senador.
Assim como ele, muitos outros políticos recebem um salário bastante parecido, e ainda com o quebra-galho de benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-moradia, auxílio-paletó (!), verba indenizatória, verba para pagamento de assessores e ainda uma cota para manutenção de gabinete.
Enquanto isso, os trabalhadores se deparam com o futuro e a vida ameaçados, com os assustadores níveis de desemprego, a aprovação da terceirização irrestrita, o fim da CLT e a reforma da previdência, que significa na prática o fim do direito à aposentadoria integral. Enquanto isso os governos seguem implementando arrocho salarial e cada vez mais exploração sobre os trabalhadores, e os privilégios imensuráveis dos políticos são constitucionais, ou, quando descaradamente inconstitucionais, não são cortados pois há “prazos” para que tal ação possa ser executada.
Esse é um dos muitos motivos que nós do Esquerda Diário levantamos desde 2015 uma campanha para “Que todo político ganhe igual a uma professora”, defendendo que todo juiz, político ou cargos públicos sejam eleitos e que tenham seus mandatos revogáveis, a fim de acabar com os privilégios vitalícios desta corja de parasitas, pois desta forma eles se veriam obrigados a serem servidores, e não mais usurpadores dos bens e do poder do povo, aproveitando o sentimento de igualitarismo para fazer um questionamento de classe. Esse regime é de privilégios para atender aos interesses da elite e dos capitalistas.
Mas mais do que questionar esses privilégios, é necessário que nos unifiquemos nacionalmente para questionar e derrubar este regime político que há muito apodreceu. Precisamos de um plano emergencial para sair da crise que os capitalistas criaram, defendendo nossos empregos, nos colocando contra as demissões, o arrocho salarial e a exploração.
Sabemos que eleger outros políticos de nada resolveria. Sarney não é o primeiro e não será o último a acumular altíssimos salários que foram conquistados em cima do suor de muitos trabalhadores. Não há outra alternativa para nós, jovens, trabalhadores e trabalhadoras, senão impor às centrais sindicais que, mais que chamar simbolicamente um dia de paralisação geral, construam imediatamente um plano de lutas, que abra espaço para que a classe trabalhadora entre em cena e imponha uma Assembleia Constituinte, que questione todos os privilégios, faça suas próprias leis e conquiste seus direitos com suas próprias mãos.
*** Informações com Esquerda Diário


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