quinta-feira, 9 de março de 2017

"Notícia boa": Indústria volta a crescer após 34 meses de queda

A produção industrial do Brasil começou 2017 com alta mensal em relação aos mesmos dias do ano anterior, após 34 meses consecutivos de queda. Os dados foram divulgados ontem (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram que a produção cresceu 1,4% em janeiro de 2017 em relação a janeiro de 2016, mas caiu 0,1% em relação a dezembro de 2016.
Em 12 meses, a produção industrial acumula uma retração de 5,4%, variação negativa que vem perdendo intensidade desde junho de 2016, quando chegou a -9,7% Nos últimos dois meses de 2016, a produção havia acumulado alta de 2,9%. O resultado fez com que a média móvel trimestral de outubro, novembro e dezembro de 2016 apontasse expansão de 0,5% da produção. A média dos resultados de novembro e dezembro de 2016 e janeiro de 2017 subiu para 0,9%.
Metade dos setores caiuDos 24 ramos industriais pesquisados pelo IBGE, metade aumentou a produção, e metade diminuiu. A indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias interrompeu dois meses seguidos de alta e caiu 10,7% em janeiro, na comparação com dezembro de 2016. Também tinham crescido em dezembro e caíram em janeiro os equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com recuo de 12,5%; e máquinas e equipamentos, com queda de 4,9%.
Por outro lado, o IBGE considera que ocorreram altas importantes para a taxa global na indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com expansão de 4%, e nos produtos farmoquímicos e farmacêuticos (21,6%). Os dois setores anotaram quedas nos meses anteriores.
Os produtos alimentícios tiveram alta de 1,2%, as bebidas subiram 5,5% e a indústria extrativa, 1,1%.
Categorias econômicasA análise da produção por categoria econômica mostra que os bens de capital usados na produção voltaram a cair após dois meses de alta. Em relação a dezembro do ano passado, houve um recuo de 4,1%.
De acordo com os dados divulgados ontem pelo IBGE, os bens de consumo duráveis intensificaram a queda de 3,8% verificada em dezembro e caíram 7,3% em janeiro. Os bens de consumo semi e não duráveis avançaram 3,1% em janeiro, e os intermediários, 0,7%. Ambos já acumulavam expansões há pelo menos dois meses.
*** Informações com Diário do Nordeste
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