quinta-feira, 30 de março de 2017

"Entretenimento": Como assistir SBT, Record e Rede TV! fora da TV paga

Os canais SBT, Record e RedeTV!  retirarão seu sinal do ar da televisão paga hoje (29), quando a TV analógica será desligada na Grande São Paulo. Quem ainda não possui um televisor com conversor de sinal UHF embutido ou não adquiriu seu kit TV Digital – composto pelo conversor e pela antena para sinal UHF – e mora no Distrito Federal (onde o sinal analógico já foi desligado) e em São Paulo, não terá acesso, portanto, à programação dessas três emissoras. Como fazer, então, para continuar assistindo a esses canais abertos?
A solução é garantir a conversão de seu televisor para o sinal digital, onde a programação da TV aberta seguirá sendo gratuita. Se o seu aparelho é de tubo ou de tela plana, mas sem conversor embutido, é necessário adquirir uma antena que capte sinal UHF (o preço pode variar entre 40 e 200 reais, conforme a marca) e um conversor para o sinal digital (custa entre 80 e 100 reais). Algumas lojas de eletrodomésticos vendem o kit por cerca de 150 reais.
Se você é beneficiário de algum programa social do governo federal, terá direito a receber o kit gratuito com conversor e antena. Para saber se é o seu caso e agendar a retirada, é possível consultar no site da SEJA Digital (EAD – Entidade Administradora de Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais TV e RTV), responsável pelo processo de conversão para o sinal digital no Brasil.
Enquanto não adapta seu televisor, é possível acompanhar gratuitamente pela internet a programação do SBT e da RedeTV!. A Record, contudo, disponibiliza apenas o serviço pago R7 Play.
Entenda o caso O acordo entre SBT, Record e Rede TV! e operadoras de TV paga era de que o sinal seria cortado, nas regiões que já tiveram o desligamento da frequência de TV analógica, na quarta-feira (29), quando acontecerá a desativação em São Paulo. A principal causa para a saída das três emissoras é sua exigência de remuneração da TV paga por suas transmissões digitais – algo que pode ser feito desde 2011, com base na Lei 12.485. A TV Globo, por exemplo, cobra por sua programação desde 2014.
Recentemente, as três emissoras se uniram em uma única empresa, a Simba Content, para negociar os direitos de sua programação com as operadoras de TV paga. Por conta desse cenário – no qual não são remuneradas, ao contrário do que acontece com a rival Globo -, a Simba entrou com um processo no Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) em 2016, alegando concentração de mercado por parte das operadoras, que remuneram a TV Globo por uma transmissão semelhante.
O Cade deu ganho de causa à Simba, permitindo que as três emissoras retirassem seus canais das operadoras de TV por assinatura. Na última sexta-feira (24), as emissoras vieram a público exibindo comerciais dizendo que deixariam de ter seus conteúdos na TV paga na Grande São Paulo na quarta-feira. “Estas empresas ainda não concordaram em pagar pelos direitos de transmissão do sinal digital de RecordTV, SBT e RedeTV!, ao contrário do que já fazem com canais estrangeiros e com outras emissoras nacionais”, dizia o comunicado, também distribuído à imprensa.
Além disso, a Simba enviou às operadoras uma notificação dizendo que elas precisam de autorização das emissoras para transmitir seu sinal digital onde não há mais TV analógica. Em contrapartida, as operadoras decidiram cortar o sinal das emissoras no Distrito Federal, onde já não há sinal de TV analógico.
Procurada pelo jornal, a Simba disse que não vai se manifestar sobre o corte antecipado de seus sinais digitais no Distrito Federal. Já a Sky emitiu um posicionamento, dizendo que Record, SBT e Rede TV! não autorizaram a Sky a transmitir seus sinais nessas regiões – e que “apesar de terem uma concessão gratuita, Record, SBT e Rede TV! desejam cobrar dos clientes pelo mesmo conteúdo de programação (…) em uma decisão unilateral da Simba”. A Vivo, por sua vez, disse que não vai se pronunciar sobre o tema. Já a Claro/NET afirmam querer “manter a exibição gratuita aos seus clientes desses canais e seguem negociando com as emissoras”.
*** Informações com O Estadão e Revista Veja
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