terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Com sintomas mais graves entre doenças do Aedes, chikungunya preocupa o Governo do Ceará.

No Ceará, o número de casos confirmados de febre chikungunya já supera o de dengue este ano. Segundo boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) no último dia 10 de fevereiro, foram confirmadas 227 das 1.341 notificações de chikungunya feitas de 1º de janeiro até o dia 4 deste mês, sendo 27 confirmações a mais do que as de dengue (200). Transmitida, principalmente, pelo mosquito Aedes aegypti — tal como dengue e zika —, a doença preocupa porque seus agravos ainda não são totalmente conhecidos.
Em capacitação de médicos das redes pública e privada para o enfrentamento a arboviroses, na manhã de ontem, na Unichristus, o professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rivaldo Venâncio, disse que, das três patologias de destaque, chikungunya tende a ser aquela com febre e dores mais intensas, além de ter duração maior (às vezes, mais de ano) e potencial elevado para se tornar crônica.
“Chikungunya a gente sabe muito menos, só tem três anos que ela chegou ao Brasil”, continuou o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luciano Pamplona.
De acordo com Luciano, a medicina já compreendeu, contudo, que há mais risco de a chikungunya se tornar crônica em pacientes acima de 40 anos. Mesmo assim, segundo ele, ainda não está claro “o porquê de algumas pessoas terem mais cronificação do que outras”. O médico citou o próprio caso: “estou com chikungunya há 11 meses. Estou de tênis não porque gosto, mas porque meu pé não aguenta”, compartilhou.
O boletim epidemiológico do último dia 10 não indicou óbitos por dengue ou chikungunya no Ceará. Também não há confirmação de gestante infectada por zika. O maior número de registros de chikungunya no Estado foi em Fortaleza, com 125 confirmações.
Diagnóstico Rivaldo afirmou que a medicina hoje tem mais expertise para diagnosticar. “Houve melhora sobretudo na compreensão da magnitude da zika e da chikungunya, já que a dengue já é uma ‘amiga’ de três décadas”, considerou o pesquisador. “A gente aprendeu a identificar alguns macetes”, garantiu, exemplificando: “a febre, na zika, costuma ser muito baixa e por vezes ausente. Já em dengue e chikungunya, normalmente, é muito elevada. As dores nas articulações, que a zika também tem, na chikungunya são mais intensas”.
Já Luciano argumentou que ainda é muito difícil para o médico diagnosticar as doenças só considerando seus quadros iniciais. “Ajuda muito o quadro epidemiológico. Saber, por exemplo, que está circulando mais chikungunya do que dengue, vai fazer com que o médico olhe para o paciente com sintomas semelhantes aos dois e diagnostique como chikungunya. Mas é fundamental monitorar”, recomendou.
A capacitação feita para os médicos foi promovida pela Sesa e pelo Ministério da Saúde. Para participar do ciclo de palestras, inscreveram-se 300 profissionais.
*** Informações com O Povo
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