terça-feira, 1 de novembro de 2016

Vacina e soro antirrábicos estão em falta em unidades de Fortaleza

Quem precisa do soro ou da vacina antirrábica em Fortaleza está enfrentando a falta de doses nas unidades públicas de saúde. No Ceará, após mais de quatro anos, o estado registrou um caso de raiva em humano. A confirmação do caso, com um agricultor de 37 anos do município de Iracema, chama ainda mais atenção para a falta de vacinas.
Após a mordida de animais como cães, gatos, saguis e morcegos, a Secretaria da Saúde orienta que a busca por atendimento médico deve ser imediata. Só um profissional da saúde pode identificar se o paciente precisa do soro ou da vacina.
Em Fortaleza, segundo a secretaria, quem precisar do soro deve procurar o Hospital São José. Já a vacina é disponibilizada em postos de saúde. Mas a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) reconhece que o estoque não é suficiente.
O posto de saúde Paulo Marcílio é o único da capital que recebe a vacina antirrábica, mas a informação é que a vacina está em falta desde a semana passada e não há prazo para reposição. A unidade, referência em vacinação contra raiva, recebe apenas 50 doses de vacina por semana, de acordo com a Secretaria da Saúde.
A coordenadora de imunização da Sesa, Ana Vilma Leite, reconhece que a quantidade não é suficiente para a demanda. “Por isso que é importante que nós avaliemos cada caso. Se é necessário tomar as cinco doses, se é necessário tomar três doses. Se é necessário tomar vacina”, explica.
Como a quantidade de vacina disponível é pequena, a coordenadora da Sesa reforça a importância de a população contribuir, "levando os animais para vacinação, e evitando contato com animais de rua, porque ele não sabe a procedência, se está doente", diz.
Ainda segundo a coordenadora de imunização, a secretaria pediu ao Ministério da Saúde 150 mil novas vacinas de janeiro a agora, mas só recebeu 72 mil vacinas.
Busca pela vacinaApós ser mordido por um cachorro de rua na Avenida Beira Mar, em Fortaleza, um homem, que pediu para não ser identificado, relatou a dificuldade para conseguir se vacinar. "Ele veio em minha direção e mordeu a minha perna. E de imediato eu senti que o sangue começou a descer", disse.
Logo após o ataque, ele foi buscar ajuda. Primeiro na rede privada de saúde, que informou não ter vacina nem soro. Depois procurou a rede pública. “Depois que o médico me atendeu, que ele me disse todo o protocolo, ele chegou pra mim e disse: 'olha, senhor, infelizmente eu tenho que lhe dizer que aqui no Hospital São José não existe nem o soro nem a vacina'”. Com a ajuda de amigos, ele conseguiu tomar a primeira dose da vacina no interior do estado. Ainda são necessárias outras três doses. “Eu vou ter que me deslocar, pegar um voo, na sexta-feira, ir a Teresina tomar a segunda dose. Depois vou ter que pegar um outro voo, na terça-feira, pra tomar a terceira dose, porque infelizmente nós não temos vacina aqui”, contou.
*** Informações com G1-CE
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