terça-feira, 22 de novembro de 2016

Depois do Banco do Brasil, agora é a Caixa que vai "reavaliar" 100 agências, e cortar gastos.

Depois de o Banco do Brasil anunciar o fechamento de 402 agências, a Caixa Econômica afirmou que vai “reavaliar” a manutenção de unidades, não descartando o fechamento. Segundo Gilberto Occhi, presidente da Caixa, das 3,7 mil agências do Banco, cerca de 100 não têm apresentado resultados satisfatórios. “Mas, antes de optarmos pelo fechamento das agências, há outras medidas possíveis, como redução do tamanho da agência, transformá-las em postos de atendimento, transferência de local. A última alternativa é o fechamento da unidade”, disse. Ele informou também que o banco estuda um programa de apoio à aposentadoria.
Especialistas avaliam que enxugamento e fechamento de agências bancárias é uma tendência, já que as transações estão migrando para o ambiente digital e o atendimento presencial é oneroso. Do total das transações bancárias realizadas no País em 2015, 21% foram em dispositivos móveis, modalidade que sequer existia em 2011. O atendimento nas agências, que respondia por 12% em 2011, em 2015 foi de 8%. Isso reflete no número de agências. No Ceará, eram 510 em 2014. Neste ano, estão em 503. Por outro lado, cresce o número de postos de atendimento – estabelecimento com apenas dois funcionários – que passaram de 248 para 269.
“O fechamento envolve a questão da mobilidade e segurança. O cliente perde muito tempo indo a uma agência”, afirma Lauro Chaves, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Com isso, os custos dos bancos diminuem, abrindo caminho para redução de preços ao consumidor.
Gregório Matias, mestre em economia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), também aponta essa tendência. “A ascensão dos aplicativos e plataformas mobile são fruto da necessidade das pessoas físicas e jurídicas. Haverá, de forma gradativa, um gerente para atendimento online para os clientes na medida em que as ferramentas suplantarem as agências”, explica.
Já o economista Ricardo Valério, membro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), faz um prognóstico de que em cinco anos o número de unidades bancárias no País cairá pela metade. “As que sobrarem serão transformadas em postos de atendimento. É a necessidade de adaptação dos bancos”, afirma destacando que a medida adotada pelo Banco do Brasil tem relação com o aumento da competitividade frente aos bancos privados.
Os bancários também veem - e criticam - o movimento de redução, principalmente no setor público. “É uma tendência nos bancos públicos. Fomos surpreendidos com a notícia da Caixa Econômica”, diz Jorge Eduardo Marinho, diretor-executivo do Sindicato dos Bancários do Ceará. Para ele, o prejuízo será sentido essencialmente em municípios que dependem das unidades para o recebimento de recursos. Correntistas terão de se deslocar para outras regiões.
*** Informações com O Povo
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