sábado, 5 de novembro de 2016

Advogado da Prefeitura e da Câmara de Croatá foi preso na manhã desta sexta-feira (04).

O advogado da Prefeitura e da Câmara Municipal de Croatá, atual assessor jurídico do Prefeito Antonio Onofre e do Presidente da Câmara vereador Rogério Alves, foi preso na manhã desta sexta-feira (04-11) durante a Operação Bola da Vez que apura "supostos" desvios na Secretaria do Esporte do Ceará entre os anos de 2009 a 2013, quando Gony Arruda, deputado votado pelo Grupo Onofre em Croatá, era o secretário da Pasta.
Os supostos desvios, segundo o Ministério Público, podem chegar a R$ 47 milhões. O advogado era assessor jurídico da SESPORTE e lotado na folha da Assembleia Legislativa do Ceará por indicação de Gony Arruda. 
Conhecido por sua "simpatia demasiada", Newton Bevilaqua Dias Junior foi preso de forma preventiva, ou seja, sem prazo determinado. A imprensa ainda não teve acesso a relação das cidades que o Ministério Público afirma que tiveram esses convênios fraudados. Confira na integra a matéria publicada na Edição deste sábado (05-11-2016) do Jornal O Povo: - Três ex-funcionários da Secretaria do Esporte do Ceará (Sesporte) e outros dois acusados foram presos ontem na operação “Bola da Vez”, que apura supostos desvios na pasta entre 2009 e 2013. Entre os presos, estão duas pessoas ligadas ao deputado Gony Arruda (PSD), titular da pasta na época. Segundo o Ministério Público do Ceará (MP-CE), supostos desvios podem chegar a R$ 47 milhões.
De acordo com o promotor Marcos William Oliveira, irregularidades ocorriam por meio de convênios entre a Sesporte e ONGs. Segundo ele, entidades venciam licitações e firmavam convênios para realização de eventos esportivos diversos, que nunca ocorriam ou eram realizados em condições “bem distantes do combinado”. Certames investigados foram assinados na gestão de Gony na pasta.
Entre os presos, estão três ex-funcionários da Sesporte: Vera Silvia Bezerra, servidora de carreira hoje aposentada, Raimundo Nonato Chaves Júnior, ex-diretor administrativo, e Newton Beviláqua Dias Júnior, ex-assessor jurídico. Completam a lista Clidenor Santos, diretor da ONG Ciranda da Vida, e o empresário Raimundo Lima Filho.
Apenas as prisões de Vera Silvia e Clidenor são temporárias, com prazo máximo de cinco dias. Os demais presos ainda não possuem data para soltura. Um sexto mandado de prisão, contra Fernando Antônio Oliveira Marques, chegou a ser expedido, mas o acusado seguia foragido.
Gony Arruda Presos nesta sexta-feira (04-11), tanto Newton Beviláqua quanto Raimundo Nonato estão hoje na folha da Assembleia Legislativa do Ceará por indicação de Gony Arruda. Enquanto o primeiro ocupa cargo de assessor no gabinete do deputado, o segundo está lotado na 1ª vice-presidência da Casa.
O atual 1º vice-presidente da Assembleia, Tin Gomes (PHS), nega, no entanto, ter qualquer relação com o acusado. Ele destaca que lotação vem de 2007, época em que Gony ocupava a 1ª vice-presidência do Legislativo. “Essa indicação veio de muito antes de eu assumir esse cargo. Eu não o conheço e ele não frequenta o gabinete”, disse.
Procurado pelo O POVO, o ex-secretário rejeitou qualquer envolvimento no caso. Ele diz que a Ciranda da Vida, uma das entidades acusadas, já prestava serviços ao Estado antes de sua gestão. Diz ainda que um dos frutos da parceria, o “Esporte na minha cidade”, era um dos programas “mais elogiados e demandados” durante sua gestão na Sesporte.
“Durante o período em que estive à frente (da pasta), todos os projetos foram realizados. Convênios que foram fechados fizeram os serviços contratados. Quando tinha algum problema, sempre informávamos”, afirma Gony, que diz ter fotos e vídeos provando eventos. Além da Ciranda da Vida, outras 4 ONGs são investigadas pelo MP.
Números pessoas foram presas entre desdobramentos da “Bola da Vez”, 47 milhões é o total de desvios da pasta apontados pelo Ministério Público.
Saiba mais As prisões decorrem de ação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), o Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) e as Polícias Civil e Militar.
Segundo o promotor Marcos William Oliveira, planos de trabalho dos convênios eram fraudados para permitir pagamentos indevidos, sem a contraprestação de serviços ou de compras feitas para os eventos. Segundo ele, até a aquisição de material era fraudulenta, sendo direcionada para algumas empresas.
Ele afirma que algumas das ONGs eram gestadas dentro da própria Sesporte, tendo terceirizados da pasta como seus diretores. “Em alguns casos, chegou ao cúmulo de que até o talão de cheques do convênio ficava com o gestor”. Eventos envolviam ações como campeonatos esportivos para estudantes, eventos para idosos e ações em praças do interior do Estado."
*** Informações com PlugNews e Jornal O Povo
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